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Quinta-feira, 28 de Abril de 2011, 21h:58

PESQUISA VETOR

Cuiabanos dizem que políticos roubam

Para a maioria dos chefes de famílias cuiabanos, a classe política está em baixa porque não acredita em políticos honestos

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
Quase metade dos cuiabanos chefes de família considera que todos os políticos roubam. É o que apontou a edição 2011 da pesquisa Nossa Casa, do Instituto Vetor. O estudo ainda mostra que 42% dos entrevistados acreditam que político honesto não tem sucesso na política e que 31,9% dos chefes de família preferem o político que “rouba, mas faz”, do que aqueles que não tenham realizações. A socióloga e diretora de Pesquisa da Vetor, Mirian Braga, analisa pelos estudos que há um grande descrédito do perfil entrevistado com relação à classe política. Conforme a pesquisa, mais de 75% dos entrevistados concordam total ou parcialmente que todos os políticos roubam. Aproximadamente 60% concordam total ou parcialmente que político honesto não tem sucesso na política e também cerca de 60% acham que é melhor um político que roube um pouco, mas faça obras, do que o honesto sem obras. Em pesquisa qualitativa, um dos entrevistados declarou que aceita o “rouba, mas faz”, “porque, querendo ou não, ele está fazendo melhorias”. O Instituto Vetor realiza pesquisas sobre o grau de confiabilidade e avaliação das áreas do poder municipal. Neste ano também foi realizada uma pesquisa sobre a participação política dos cuiabanos chefes de família. Conforme Mirian Braga, também há uma grande defasagem no grau de informação política e desconhecimento do que seja a participação política. A pesquisa mostrou que 39,2% dos cuiabanos têm médio envolvimento em ações políticas e 25,3%, envolvimento alto. Participar de comícios, manifestações e passeatas é a principal atividade apontada. Logo em seguida está o envolvimento em campanha para arrecadação de materiais para alguma causa. Já a ação mais repelida pelos cuiabanos é a ocupação de terras ou de propriedades: 82,6% responderam que nunca fariam essa ação. Do grupo de entrevistados, e como em todo Brasil, a principal fonte de informação é a televisão: 36% citam que sempre usam esse meio para informação política e em segundo lugar está, com 16,6%, conversa com amigos ou família sobre política. Em contrapartida, cerca de 74% disseram que nunca procuraram notícias sobre política na internet. Com base nessas perguntas, os pesquisadores criaram um grau de informação política dos chefes de família cuiabanos, onde se vê que 46,5% têm baixa ou nenhuma informação, 41% têm média informação e 10,9% têm alto nível de informação. Nesse pequeno grupo se evidenciam os homens de classes sociais mais altas. Numa amostragem qualitativa, um dos entrevistados disse que não se interessa em política porque “é sempre a mesma coisa, só falação, cada um querendo sair por cima, mas nada de ação pela população”. A pesquisa foi realizada entre nos dias 11 a 18 de fevereiro, com 505 entrevistados, todos chefes de família cuiabanos.

Edição EDIÇÃO 16962




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