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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010, 10h:20
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Correntes resistem em apoiar Wilson, caso vença pesquisa
Embora o senador Jayme Campos (DEM) tenha ratificado, durante o encontro, que irá cumprir o acordo com o PSDB - se comprometendo a refluir da candidatura ao governo caso fique atrás do tucano Wilson Santos na pesquisa encomendada pelas duas siglas -, a possibilidade do Democratas não entrar na disputa eleitoral com candidatura própria vem causando resistência de alguns líderes do partido. Sob a alegação de que a militância do DEM pode se recusar a apoiar Wilson, a bancada democrata na Assembleia Legislativa prefere desconsiderar a hipótese de Jayme não ser candidato. Citado como virtual candidato a vice-governador, ao lado de Wilson Santos, o deputado Dilceu Dal Bosco (DEM) acredita que a confirmação da candidatura de Jayme irá agregar novas siglas ao projeto. Se Jayme for candidato, temos o apoio do PP e o PPS se consolida na nossa aliança, afirmou Dal Bosco, tendo como base as conversas que mantém com os colegas de legislativo, deputados José Riva (PP) e Percival Muniz (PPS). Para ele, o mesmo pode não acontecer se Wilson for o candidato. Mas, mesmo assim, o DEM vai apoiá-lo, garantiu. O deputado José Domingos Fraga (DEM), também citado como possibilidade na vaga de vice, avalia que a não candidatura de Jayme pode sofrer resistência da base do partido. Os partidários estão com sede disputa à majoritária, afirmou. O irmão do senador Jayme e pretenso candidato à Câmara Federal, Júlio Campos (DEM), pontua que existem três correntes no Democratas. Se não houver candidatura própria, um grupo defende Wilson Santos, outro defende Silval Barbosa (PMDB) e um terceiro grupo acredita no Mauro Mendes. O partido é democrático como o próprio nome diz, portanto, tudo será discutido, explicou Júlio. Apesar disso, ele aposta num entendimento compatível com o direcionamento nacional. O apoio à candidatura de José Serra à presidência nos deixa mais próximos do PSDB em Mato Grosso, aponta Júlio. (JC)