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Quinta-feira, 09 de Abril de 2015, 20h:53
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NEGOCIAÇÕES
Consórcio pode assumir obras do VLT
Tanto o governo Taques quanto o consórcio VLT, tentam chegar a um acordo para a conclusão das obras do modal e por fim às polêmicas
MARCOS LEMOS
Da Reportagem
Tanto o governo do Estado como o consórcio VLT Cuiabá tenta construir uma alternativa para que o modal de transporte de massa em Cuiabá, avaliado em R$ 1,477 bilhão, se transforme numa realidade, o que poderá ser através da concessão antecipada para o próprio grupo de cinco empreiteiras, CR Almeida, Santa Bárbara, CAF, Magna e Astep, assumirem não apenas a conclusão das obras como também a exploração do Veículo Leve sobre Trilhos. O assunto ainda é tratado com reserva por ambas as partes, mas já chegou a ser aventado em reuniões conjuntas tanto de técnicos como de gestores governamentais. O chefe do Gabinete de Projetos Estratégicos, Gustavo de Oliveira, reafirmou que o governador Pedro Taques (PDT) deseja concluir a obra, até porque ela é viável. São necessárias três ações para que o VLT saia do papel e se torne uma realidade tanto para o Estado de Mato Grosso como para a população, já que estamos falando de um transporte de massa que atende a maioria da população de Cuiabá e Várzea Grande, frisou Gustavo Oliveira. Para o secretário as três decisões a serem adotadas se resumem a: um cronograma factível para execução das obras; um bom projeto executivo e recursos novos para atender a demanda que está faltando ser investido, explicou ele lembrando que cabe ao Gabinete de Projetos Estratégicos e sua equipe a solução para o VLT, já que as obras e ações dependem da Secretaria de Cidades que assumiu as Matrizes de Responsabilidade das obras da Copa do Mundo. A modelagem será uma decisão política diante do que for ofertado pelos técnicos, ou seja, se será uma PPP parceria público-privada ou uma concessão, só que tudo dependerá de muito estudo para que não se cometa erros como no passado, frisou o secretário-chefe reafirmando que sem um potencial construtivo adicional que é receita nova, não há como tornar o VLT uma realidade, até mesmo por questões contratuais. Gustavo de Oliveira lembrou que mesmo sendo uma licitação via RDC Regime Diferenciado de Contratação que não prevê aditivo, o contrato estabelece a necessidade de reequilíbrio financeiro, ou seja, correção de valores diante da inflação e de outros quesitos técnicos. Dos R$ 1,477 bilhão, foram gastos até o momento R$ 1,066 bilhão, restando próximo de R$ 200 milhões a serem contratados pelo Estado e outra liberação dentro do total, então acredito que com mais R$ 500 milhões seja possível concluir a obra, agora se este dinheiro vier da iniciativa privada será necessário analisar qual o impacto disto no custo final da tarifa que poderá se tornar inviável e superar os R$ 13,00 por passagem, disse Gustavo Oliveira.