O governador Silval Barbosa (PMDB) deve convocar para o próximo dia 7 a primeira reunião do Conselho Diretor do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). A afirmação é do presidente da Famato, Rui Prado (PSD). A convocação da reunião vinha sendo cobrada de forma exaustiva pelas entidades que representam o agronegócio em Mato Grosso. Criado em 2000, na gestão do ex-governador Dante de Oliveira (já falecido), o conselho tem por objetivo estabelecer a política de aplicação dos recursos do Fundo, apreciar a prestação de contas destes investimentos, encaminhar ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) as demonstrações financeiras, entre outras atribuições. Há quase dois anos, no entanto, o grupo não se reunia. A interrupção coincidiu com a decisão do governo do Estado de destinar 30% da verba arrecadada pelo Fethab para as obras da Copa do Mundo em Cuiabá e Várzea Grande. Com número considerável de cadeiras no conselho, entidades que representam o setor rural se manifestaram contra essa partilha. A retomada das reuniões agora deve acalmar os ânimos da classe. A medida será tomada pelo governador às vésperas do período eleitoral e pouco tempo depois de o setor produtivo ter se organizado, no chamado Fórum Agro MT, para debater este pleito. O grupo tem sido cotado, tanto pela base governista, quanto pela oposição, para indicar candidatos, inclusive às chapas majoritárias. O próprio Rui Prado é cotado por representantes do setor como um possível nome na disputa pelo governo do Estado. PARTILHA A retomada das reuniões do Conselho ocorre também às vésperas da Copa do Mundo. A expectativa é que, com a realização do Mundial e a, consequente, conclusão das obras voltadas a ele, os 30% do Fethab destinados a esses empreendimentos voltem a ser aplicados em sua finalidade original: os setores de transporte e habitação. Para 2015, aliás, a Assembleia Legislativa já aprovou uma lei que prevê que 50% da arrecadação do Fundo seja destinada diretamente aos municípios. Em 2013, o Fethab arrecadou mais de R$ 900 milhões. Em 2014, este número deve ultrapassar a marca de R$ 1 bilhão. (TA)