Por 9 a 1, o Conselho Superior do Ministério Público Estadual (CSMP) aceitou liberar os promotores Mauro Zaque e Ana Luíza Ávila Peterlini indicados pelo governador eleito, Pedro Taques (PDT), para assumir as Secretarias de Segurança Pública e de Meio Ambiente, respectivamente. O único voto contrário foi do corregedor Mauro Viveiros. Com a autorização do CSMP, que se reuniu extraordinariamente para definir apenas sobre a liberação, os promotores podem se afastar do cargo para exercer a função no Executivo e depois retornar ao órgão. O direito é garantido através da Emenda Constitucional 45. Porém, apesar da maioria ter optado por liberar Zaque e Ávila há divergência sobre esta cessão de promotores para ocupar função pública. Esta não é a primeira vez que isto ocorre no governo de Mato Grosso. Na gestão de Blairo Maggi (PR) ele teve Marcos Machado e Célio Wilson como secretários, mas após uma vedação, ambos deixaram o staff e retornaram as atividades no MP. Só que houve entendimento mais recente de que os membros do MP pudessem fazer parte da administração pública sem precisar deixar a instituição. Os promotores contaram também com o apoio da Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP), que chegou encaminhar nota de apoio à indicação de ambos aos cargos de secretário. O nome dos dois promotores foram oficializados na semana passada. Pedro Taques optou, inclusive, por esperar a eleição do MPE se encerrar, já que Mauro Zaque concorreu pela vaga de procurador Geral de Justiça, mas não teve o nome indicado nem mesmo para a lista tríplice. Já o nome de Ana Luíza chegou a ter resistência de servidores da Sema, mas o governador optou por manter sua decisão em nomeá-la. Ex-procurador, Taques tem demonstrado que pretende ter uma relação bem próxima com o MP.