Cumprindo com o que havia prometido publicamente, o conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado), Antônio Joaquim, ingressou com interpelação judicial criminal contra o deputado estadual Oscar Bezerra (PSB). Trata-se de um mecanismo explorado para pedir esclarecimentos em juízo de determinada declaração. Durante discurso na tribuna da Assembleia Legislativa para criticar a emissão de parecer prévio favorável à aprovação das contas do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), da qual Antônio Joaquim figurava como relator, que o conselheiro mantinha negócios empresariais com o ex-governador, o que justificaria o voto favorável à aprovação das contas do peemedebista. Por isso, Bezerra recomendou que a Assembleia Legislativa ingressasse com pedido de suspeição para afastar Antônio Joaquim do julgamento das contas de Silval. No pedido de interpelação judicial, Antônio Joaquim afirma que Oscar Bezerra agiu com o intuito de manchar a honra e boa imagem, lançou mão de diversos impropérios sobre o mesmo, afirmando haver indícios de que o conselheiro Antônio Joaquim, teria feito 'negócios milionários' com o ex-governador Silval Barbosa, motivo este alegado para motivar a Assembleia Legislativa a requerer o impedimento do conselheiro para relatar as contas anuais do ex-governador. A interpelação criminal foi protocolada no dia 24 de junho e está no gabinete do desembargador Sebastião Barbosa Farias, designado relator. O magistrado determinou a notificação do deputado para apresentar contestação, o que já foi devidamente entregue pela sua assessoria jurídica. O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Wilson Santos (PSDB), foi ferrenho crítico do parecer prévio favorável as contas do ex-governador Silval Barbosa. Em discurso no plenário, o tucano declarou que Antônio Joaquim tinha muito mais postura de candidato do que de julgador de contas públicas. Nos últimos meses, Antônio Joaquim foi assediado para se filiar ao PMDB e ser candidato ao governo do Estado nas eleições de 2018. O conselheiro rebateu afirmando que Wilson Santos não tinha moral para criticá-lo e rechaçou qualquer viés político em seu relatório. Agora, caberá ao plenário da Assembleia Legislativa decidir se rejeita ou não as contas do ex-governador referentes ao ano de 2014. (R.C)