Blairo Maggi revelou ontem que a sua intenção era renunciar o cargo no final do ano passado para dar mais espaço para Silval. Contudo, ele teve que refluir da intenção após se deparar com o cancelamento das provas do concurso público elaborado em sua gestão, anulado por supostas fraudes e falhas na organização da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat). Renunciaria o cargo em dezembro. Mas o cancelamento do concurso trouxe uma nova responsabilidade, relatou Maggi. Questionado sobre o andamento da CPI da Unemat na Assembleia Legislativa, instaurada para investigar a gestão do reitor Taisir Karin e os problemas relacionados ao cancelamento do concurso, Blairo legitimou os trabalhos da Comissão afirmando que a CPI é um instrumento pelo qual os parlamentares levantam algumas questões importantes para o Estado. Não moverei uma palha para impedir qualquer coisa, garantiu. Embora tenha recebido o convite da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), para ser um dos coordenadores de campanha da presidenciável, Blairo afirmou que não voltou a comentar o assunto com a petista. (JC)