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Quinta-feira, 16 de Outubro de 2014, 20h:55

CPIs

Composições serão definidas na terça

Na próxima reunião do Colégio de Líderes os membros das CPIs da Cooamat, Trimec e Nhambiquras devem investigar várias denúncias

ALLINE MARQUES
Da Reportagem
As indicações dos membros das comissões parlamentares de inquérito (CPIs) na Assembleia Legislativa devem ocorrer na terça-feira (21), durante reunião do Colégio de Líderes. A data é devido ao prazo regimental dado às bancadas e partidos fazerem indicações de nomes para as CPIs que determina cinco dias após a leitura do requerimento em plenário, fato que ocorreu na noite de quarta-feira (15). Até o momento, três requerimentos de CPIs estão na pauta da Assembleia. O primeiro pedido é de autoria do deputado José Riva (PSD), que pretende instalar a CPI das Cooperativas, para investigar a suspeita de fraude e simulação de negócios na Cooperativa Agroindustrial de Mato Grosso (Cooamat), que tem como sócio o produtor Eraí Maggi (PP) e parentes, além de funcionários do grupo Bom Futuro. A base aliada do governo Silval Barbosa (PMDB) tem trabalhado para barrar as CPIs que pretendem investigar a aplicação dos recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) em obras que foram executadas pelas empreiteiras Trimec, de propriedade de Wanderlei Torres, e Nhambiquara, de Eduardo Botelho, eleito deputado estadual. A CPI da Trimec teve o pedido feito por Dilmar Dal Bosco (DEM) e Ademir Brunetto (PT) e conta com nove assinaturas. A segunda é a pedido de Walter Rabello (PSD), que também teria o apoio de nove parlamentares. O deputado estadual Romoaldo Junior (PMDB) destacou que caso os dois requerimentos tenham o número de assinatura suficiente até terça-feira elas poderão também já ter os membros indicados para a composição. Ele destacou ainda que tem pedido aos colegas de Parlamento que levem adiante a criação das comissões que agilizem os trabalhos, pois ele pretende encerrar os trabalhos no dia 21 de dezembro. No entanto, a legislatura termina no dia 31 de janeiro e os trabalhos das CPIs podem ter continuidade mesmo durante o recesso. Demonstrando claramente insatisfação com a criação das CPIs da Trimec e Nhambiquara, Romoaldo defendeu que os deputados investiguem todas as empreiteiras e não politizem os trabalhos das comissões com esta personalização. O peemedebista considerou ainda deselegante da parte dos parlamentares investigarem uma empresa que tem como sócio um deputado eleito, que estará na Casa no próximo ano. “A CPI da Trimec está com nove assinaturas e no requerimento que já existia pedimos para fazer de todas as empreiteiras não só focar em uma, não individualizar. Se há dúvida, faça de todo os recursos do Fethab. Se até terça vingarem as nove assinaturas faremos a indicação dos membros, presidente e relator. Walter ficou de recolher mais assinaturas, porque Guilherme (Maluf) e Dilmar (Dal Bosco) retiraram as assinaturas. Seria correto juntar as CPIs, para investigar recursos do Fethab porque aí politiza, fica parecendo que é político. Da Nhambiquara, um dos donos acaba de se eleger deputado estadual. Acho até deselegante e falta de respeito para alguém que vai conviver nesta casa abrir uma CPI para investigar a pessoa. Faça CPI das empreiteiras com duração de seis meses e apure todos os contratos. Para mim esta individualização é muito ruim”, afirmou. Em defesa, Rabello alegou que apresentou o requerimento da CPI da Nhambiquara em abril e ficou parado na Casa. Ele tinha 11 assinaturas, no entanto ele nega que Dilmar tenha retirado, mas confirmou que Maluf deveria retirar. O fato é que Dilmar e Maluf disputaram a eleição ao lado de Botelho e por isso podem recuar da investigação contra a empreiteira. No entanto, mesmo que ambos retirem as assinaturas o requerimento ainda conta com nove deputados e a Comissão poderá ser instalada. Rabello disse que esta é uma vontade coletiva, que recebeu as denúncias em seu gabinete e acabou esperando passarem as eleições justamente para evitar a politização da CPI, já que o dono da empreiteira era candidato.

Edição EDIÇÃO 16967




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