Pregando cautela e com o discurso de ter a imprensa como aliada no andamento dos trabalhos, os vereadores Francisco Vuolo (PR), Lúdio Cabral (PT) e Lueci Ramos (PSDB), que compõem a comissão processante que investigará o suposto desvio de R$ 7,5 milhões dos cofres do Parlamento na Câmara Municipal na gestão do vereador Lutero Ponce (PMDB), evitaram se aprofundar no assunto. A comissão será presidida pelo republicano Vuolo, que promete cumprir normas internas e evitar atropelamentos por conta da pressão da opinião pública. Na próxima semana divulgaremos um calendário de ações para facilitar o acompanhamento dos nossos trabalhos, disse. A comissão processante tem o prazo de 90 dias para concluir a investigação e não há possibilidade de prorrogação. Os trabalhos deverão ser iniciados até cinco dias após a divulgação, na Gazeta Municipal, da instauração da comissão processante. O relator Lúdio Cabral pregou aliança com a imprensa no andamento dos trabalhos. A integração é interessante, porque devemos ter muito cuidado com a condução do processo que será pautado pela obediência às normas jurídicas, disse. Considerada aliada de Lutero Ponce (PMDB), a integrante titular Lueci Ramos deixou claro na reunião do PSDB que votaria contra Lutero exclusivamente por conta da orientação partidária. A tucana alega laços de amizade com o peemedebista e também pregou cautela ao comentar o andamento dos trabalhos. Devemos receber da Mesa Diretora o resultado da auditoria e das investigações da Delegacia Fazendária e só depois disso podemos comentar com mais profundidade, afirma. Se a comissão entender que houve irregularidades na gestão do vereador Lutero Ponce na presidência do Legislativo, o peemedebista pode ser cassado por quebra de decoro parlamentar e seguir o mesmo destino de Ralf Leite.