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Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009, 21h:41
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ESCÂNDALO
CNJ julga denúncia de desvio no TJ
Está previsto para terça-feira (27), no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o julgamento do recurso impetrado pelo corregedor-geral de Justiça do Estado, desembargador Orlando Perri, contra o ex-presidente do Tribunal de Justiça (TJ/MT) José Ferreira Leite. O processo envolve ainda os juízes Irênio Lima Fernandes, Marcelo Souza de Barros, Marcos Aurélio dos Reis Ferreira, filho do desembargador Ferreira Leite e o ex-presidente da Associação Mato Grossense dos Magistrados (Amam) Antônio Horácio da Silva Neto, em meio ao escândalo que incendiou a cúpula do Judiciário mato-grossense em 2008. A peça protocolada por Perri envolve as denúncias de suposto esquema de desvios na ordem de R$ 1,477 milhão dos cofres do Tribunal de Justiça do Estado, durante a gestão de Ferreira Leite na presidência do órgão. As supostas irregularidades teriam sido cometidas em benefício de magistrados e investidores da antiga Sicoob Pantanal ligados à loja maçônica Grande Oriente do Estado. O rombo de quase meio milhão consta no relatório final de investigação feita pela Corregedoria do TJ, sob a alçada de Perri. A denúncia foi remetida inicialmente ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em maio do ano passado. O caso escancarou o racha existente entre o grupo do ex-presidente do TJ José Ferreira Leite e o corregedor-geral Orlando Perri. Segundo consta na página eletrônica do CNJ (www.cnj.gov.br), o processo, que tramita em segredo de Justiça, será julgado em sessão a partir das 14h de terça-feira, em meio a uma extensa pauta de votações. Contudo, o recurso não é o único envolvendo a celeuma instalada na cúpula do Judiciário mato-grossense. Numa reação imediata, o grupo encabeçado por Ferreira Leite também protocolou uma série de denúncias contra Orlando Perri e o presidente do TJ, Paulo Lessa. Eles acusaram os dois de contratar empresa de auditoria fantasma na investigação encabeçada pela Corregedoria que apurou as suspeitas de desvio de recursos dos cofres do TJ. A empresa Velloso & Bertolini Auditoria e Consultoria Ltda, contratada com dispensa de licitação pelo valor de R$ 350 mil, segundo Ferreira Leite, simplesmente não existe. O grupo também acusa Perri de ter fraudado documentos pessoais para participar do concurso público que o inseriu na magistratura e de que tanto o corregedor quanto o atual presidente teriam utilizado recursos do TJ para viagens com familiares ao exterior, entre outras denúncias.