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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009, 21h:35

ESCÂNDALO SEXUAL

Civil troca delegado no caso Ralf

ADILSON ROSA
Da Reportagem
Mesmo antes de iniciar as investigações sobre os supostos crimes de corrupção de menores e uso de documento falso contra o vereador por Cuiabá, Ralf Leite, a Polícia Civil trocou o delegado responsável pelo caso. Nomeado para investigar os crimes, o delegado Francisco Kunze Júnior não comandará mais os trabalhos. Policiais da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (Derrf) de Várzea Grande informaram que estão esperando o novo titular das investigações. O nome do novo delegado ainda não foi divulgado. Kunze Júnior deveria se deslocar ainda ontem para Poconé para ouvir o travesti de 17 anos que confirmou ter recebido R$ 30 do vereador para um programa sexual. Com a informação de que não seria mais o responsável pelos trabalhos, o depoimento foi cancelado. O delegado deveria ouvir mais pessoas na próxima semana, incluindo os dois policiais militares que abordaram e detiveram o vereador. “Estou aguardando novas ordens. Assim que o novo delegado para o caso chegar, passaremos o que temos”, explicou. Kunze Júnior foi anunciado anteontem pelo diretor-geral de Polícia Civil, José Lindomar da Costa, como o responsável pelo caso. O delegado preparava também enviar um ofício para o Comando Geral do Corpo de Bombeiros para confirmar se a carteira apresentada pelo vereador é falsa ou não. Além disso, a carteira seria periciada pelos técnicos do Instituto de Criminalística. Com a troca, as investigações estão paradas à espera de novas ordens. As investigações estão focadas nos dois crimes, uma vez que o delegado Ely Roberto Ambrósio, de plantão na Delegacia do Parque do Lago, que confeccionou o termo circunstanciado informou que mandaria cópia do documento para o delegado da área. Ely Roberto assegurou que configuraram somente os crimes de desacato, resistência. “Não apareceram indícios de corrupção de menores”, frisou. Lembrou que naquele caso, o vereador não seduziu o adolescente, não o convenceu para fazer um programa de sexo oral. “A corrupção seria o caso de o menor tivesse sido levado a fazer o programa pelo adulto, mas não foi esse o caso”. Lembrou que seria estupro presumido caso o adolescente fosse menor de 14 anos. A respeito da carteira funcional de bombeiro militar apresentado pelo vereador, Ely Roberto disse ser impossível naquele momento saber se era falsa ou não. “Por isso é que encaminhamos cópia do termo circunstanciado para a delegacia da área onde ocorreu o caso porque lá é que havia mais tempo hábil para concluir as investigações.

Edição EDIÇÃO 16968




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