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Quarta-feira, 22 de Maio de 2013, 21h:25

AO CNMP

CCJ do Senado aprova Marcelo Ferra

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, por 21 votos a 3, a indicação do ex-procurador-geral de Justiça, Marcelo Ferra, ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A sabatina foi realizada ontem (22) e contou com a participação dos senadores mato-grossenses Blairo Maggi (PR) e Pedro Taques (PDT). O republicano foi ouvido na condição de ex-governador durante o tempo em que Ferra esteve à frente do Ministério Público do Estado. Em seu pronunciamento, Maggi destacou que o ex-procurador-geral nunca lhe procurou para solicitar mais aporte financeiro após ser estipulado o orçamento do órgão. “Pessoa séria e honesta, que sabe se enquadrar nos parâmetros estabelecidos. Durante os oito anos de governo, passando pela administração do Marcelo Ferra e do Paulo Prado, em nenhum momento o MPE voltou ao Executivo e pediu qualquer centavo além do estabelecido”, elogiou Maggi. Já Taques, na condição de membro da CCJ, abordou durante a sabatina temas como limites de competência do CNJ; internação compulsória; e o aperfeiçoamento da segurança dos membros do Ministério Público. O destaque, no entanto, foi quanto à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37, que retira o poder de investigação do MP. “Estamos somando esforços com muitas instituições contra a proposta. O CNMP tem um importante papel nessa discussão”, ressaltou Taques. Maggi, por sua vez, avaliou que, se fosse colocada em votação hoje, a PEC teria grandes chances de ser aprovada. Segundo o senador, o sentimento no Congresso é de que é preciso colocar “freios” sobre os Ministérios Públicos Estaduais e Federal. “Na realidade, estamos discutindo uma questão política. Qual é a responsabilização daqueles que cometem abusos? Que pegam uma figura política, colocam na parede e fazem tiro ao alvo? Lá na frente, nada é concluso, não se prova nada e a história do cidadão já foi para o lixo. Mesmo que o MP venha a desmentir, não há a mesma força da acusação”, destacou o senador, ponderando que essa não é uma regra da instituição, mas a conduta de alguns membros. Em resposta, Ferra afirmou ser contra a PEC, mas ressaltou concordar com a modulação de limites e prazos a serem cumpridos por promotores e procuradores. “O Conselho tem a difícil tarefa de harmonizar o controle administrativo financeiro com os deveres funcionais previstos na Constituição. A independência foi feita para defender a instituição, jamais para justificar excessos e eventuais condutas inadequadas”, argumentou. Além de Ferra, a CCJ do Senado sabatinou Paulo Eduardo Pinheiro Teixeira para integrar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele foi aprovado com 23 votos contra 1. Para serem confirmadas, as indicações ainda precisam ser aprovadas pelo Plenário do Senado. (Com informações da assessoria)

Edição EDIÇÃO 16961




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