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Sábado, 26 de Julho de 2014, 14h:10

MULHERES

Candidaturas somam apenas 30%

THIAGO ANDRADE
Da Reportagem
Apesar das inúmeras campanhas de inventivo a participação feminina na política, as mulheres ainda são minoria na eleição deste ano. Dos 463 candidatos de Mato Grosso, apenas 30,67% são do sexo feminino. O número representa praticamente o mínimo exigido pela legislação eleitoral, que estabelece que cada partido ou coligação apresente, pelo menos, 30% de candidaturas de mulheres. Em termos percentuais, a maior representatividade feminina está nas candidaturas ao cargo de segundo suplente de senador. Das seis candidaturas, duas são de mulheres, o que representa 33,33% do total. Estão na lista a deputada estadual Luciane Bezerra (PSB) e Aida Martins (PTdoB). Entre os seis candidatos a primeiro suplente, há apenas uma mulher: Suely Souza Lima, mais conhecida como Muída (PTdoB). Entre os candidatos ao comando do Paiaguás e ao Senado não há mulheres na disputa. Nestes dois cargos o cenário é o mesmo que o Estado vivenciou no pleito de 2010. Quanto aos candidatos a deputado federal, do total de 106, 34 são mulheres e 72 são homens, o que representa 32,08% e 67,92% respectivamente. É a segunda maior representação feminina em porcentagem no pleito deste ano. Já para o cargo de deputado estadual, 328 candidatos entraram na disputa. Destes 224, ou 68,29% são homens. As mulheres somam 104 candidaturas apresentadas, o que representa 31,71% dos candidatos. Atualmente na AL, apenas duas cadeiras são ocupadas por mulheres, uma por Luciane Bezerra e outra pela deputada Teté Bezerra (PMDB), mas nenhuma das duas é candidata à reeleição. Teté, aliás, é a única candidata a vice-governadora do Estado. Em termos percentuais, sua candidatura representa 20% do total de concorrentes a este cargo. Hoje, as mulheres representam mais da metade da população brasileira e 45% da atual força de trabalho. Neste cenário, Mato Grosso está entre os 10 estados com o menor índice de mulheres ocupando espaços na política. O Legislativo, a média de participação feminina é baixa, apesar de a lei exigir um mínimo de candidatura. Atualmente elas ocupam apenas 9% das vagas na Câmara Federal, por exemplo. No Senado o número é um pouco maior, chega a 13%. Os mesmo 13% também é a média de mulheres ocupando cargo de deputadas estaduais. Em Mato Grosso, todavia, o índice está abaixo da média, apenas 8% das vagas da Assembleia Legislativa são ocupadas por mulheres. FINANCIAMENTO X RESULTADO – Os dados da eleição de 2010 demonstram ainda que para eleger uma mulher ao cargo de deputada federal, é preciso uma arrecadação durante campanha 18 vezes mais que par eleger um homem. Além disso, a arrecadação dos candidatos do sexo masculino eleitos ficou em R$ 57.290, enquanto a das mulheres foi de R$ 1.011.352. Com isso, somente 45 das 1.335 mulheres que concorreram ao cargo de deputada federal foram bem-sucedidas.

Edição EDIÇÃO 16967




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