No mesmo dia em que o PPS liberou seus candidatos para fazerem coligações nos estados, o PDT homologou a candidatura do senador Cristóvam Buarque à Presidência da República. A decisão do PDT nacional complica a situação do partido em Mato Grosso, que pode ser impedido de formalizar uma aliança com o PPS, que já tem como aliado o PFL, o qual integra a aliança com o PSDB em nível nacional. Essa decisão cria facilidades para alguns estados mas cria dificuldades para outros, como é o nosso caso, disse o presidente do PDT de Mato Grosso, Mário Márcio Torres, que participou da convenção nacional. Na próxima quarta-feira, às 10h, o partido se reúne para analisar o cenário e definir os rumos. Vamos ter que nos debruçar sobre estas questões e administrar com calma, ponderou Mário Márcio. O PDT já havia declarado apoio à reeleição do governador Blairo Maggi, porém, a decisão da candidatura de Cristóvão Buarque pode dificultar as negociações. O partido, que tem como candidato ao Senado o empresário e primo do governador, Eraí Maggi, chegou a postular a vaga na majoritária na chapa do PPS, mas em princípio a vaga deve ficar com o PFL, aliado de primeira hora do PPS em 2002. A situação fica mais complicada para o deputado estadual Carlos Brito, que deixou o PPS e foi para o PDT com a condição de que o partido iria apoiar a reeleição de Maggi. Com a decisão nacional, ele pode ter dificuldades para se reeleger em função das coligações proporcionais. Cristovam Buarque (PDT-DF) não poupou críticas ao governo Lula durante a convenção do partido. Ele afirmou estar preocupado com uma possível tentativa do presidente para viabilizar um terceiro mandato caso vença as eleições. Dividido, o PDT decidiu pela candidatura própria contra a vontade de 10 líderes partidários estaduais numa convenção realizada no centro do Rio.