Primeira Página
Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009, 21h:20
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MINISTÉRIO PÚBLICO
Candidato derrotado é denunciado
ALEXANDRE ALVES
Da Reportagem/Sinop
O Ministério Público denunciou o fazendeiro e ex-candidato a prefeito de Matupá, Vanderlei Galvan (PT), que foi derrotado por Fernando Zafonato (DEM) e, preso em flagrante 15 dias após a eleição, quando tentava extorquir R$ 2 milhões de seu adversário. Agora a justiça definirá data para instrução e julgamento. Caso seja considerado culpado, poderá ter que cumprir pena de quatro a dez anos de prisão. Na época, o promotor de Justiça, Adriano Roberto Alves, começou investigação depois de ter recebido denúncia de Galvan contra Zafonato, alegando que este comprara votos para vencer a eleição. O candidato derrotado dizia ter provas concretas contra o prefeito eleito. A partir da denúncia de suposta compra de votos, teria começado a extorsão. De acordo com a investigação por parte do Ministério Público Eleitoral, para que o candidato do PT não divulgasse a suposta denúncia de compra de votos e levasse até a justiça as provas que dizia ter em mãos, ele começou a pedir dinheiro para Zafonato. Com a situação, o democrata oficializou denúncia formal no MP que em seguida iniciou as investigações. Vanderlei Galvan passou a ser monitorado, tendo seus passos filmados. Escutas telefônicas também auxiliaram na comprovação do pedido de extorsão. Em uma das gravações o fazendeiro revela o valor da negociata. Eu para ficar quieto, não to nem ai com o trem, dois conto. Você (Zafonato) sabe que não é dinheiro para quem vai pegar a prefeitura quatro anos. Eu sei muito bem como funciona. O valor era de R$ 2 milhões para que nenhuma das possíveis provas que poderiam incriminar Zafonato fosse divulgada. Para firmar o acordo da propina, um encontro foi marcado na MT-322, onde seria entregue para o petista o valor de R$ 20 mil como um adiantamento de todo o combinado. Com autorização da vítima, toda a conversa foi acompanhada de longe pelo promotor e também pelo Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). A conversa no momento em que Fernando entrega o dinheiro para Galvan também foi gravada. Quando o envelope com a propina foi entregue, o promotor e o Gaeco efetuaram a prisão de Galvan em flagrante. O petista ainda tentou fugir e sem obedecer às ordens para que parasse sua camioneta, segundo o promotor, para intimidá-lo a polícia foi obrigada a disparar para o chão. Porém, de acordo com informações, o tiro disparado acabou atingindo o pneu traseiro de seu veículo, obrigando o fazendeiro a parar. Vanderlei Galvan ficou preso na cidade de Matupá por três dias e depois foi liberado a pedido da defesa.