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Terça-feira, 28 de Dezembro de 2010, 21h:27
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ELEIÇÕES EM MATO GROSSO
Campanha foi uma das mais caras
JEAN CAMPOS
Da Reportagem
Em valores proporcionais, a eleição mais cara para o governo estadual aconteceu em Mato Grosso. É o que revela levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) feito com base nas prestações de contas entregues pelos candidatos Silval Barbosa (PMDB), Mauro Mendes (PSB), Wilson Santos (PSDB) e Marcos Magno (Psol), comparados às dos postulantes de todo o país. Juntos, os quatro candidatos de Mato Grosso gastaram R$ 37,8 milhões - o que equivale R$ 9,45 milhões por candidato. De acordo com o TSE, as campanhas eleitorais de 2010 somaram gastos de R$ 3,23 bilhões, incluindo as despesas referentes ao segundo turno para presidente da República e para governador de oito estados e do Distrito Federal. Em valores absolutos, a eleição mais cara para governador foi a de São Paulo, que é o maior colégio eleitoral do país: nove candidatos declararam despesa total de R$ 76,34 milhões, equivalentes a R$ 8,48 milhões por concorrente. Em Mato Grosso, o governador reeleito Silval Barbosa fez uma campanha milionária nas eleições de 2010, com receita de R$ 21.278.254,54 e despesas da ordem de R$ 21.277.864,23. Consulta ao sistema eletrônico do TSE revela que o montante destoa dos demais adversários e revela um quadro de doações feitas por empresários de Mato Grosso com valores que ultrapassam a margem de R$ 1.000.000. O empresário Mauro Mendes declarou despesas de R$ 12.577.546,01 durante a campanha eleitoral. O total de receitas do candidato tucano Wilson Santos foi de R$ 2.742.475,78. Os 261 candidatos ao Senado em todo o Brasil declararam gastos de R$ 355,91 milhões, o que corresponde a R$ 1,36 milhão por concorrente. Embora tenham gasto R$ 14,5 milhões, os oito candidatos de Mato Grosso não estão entre os que mais gastaram. Enquanto por aqui, o valor médio de gastos foi de R$ 1,8 milhão por concorrente, Rio de Janeiro e Minas Gerais tiveram despesa total de R$ 31,59 milhões (equivalentes a R$ 2,87 milhões por concorrente) e R$ 33,46 milhões (média de R$ 2,78 milhões), respectivamente. Concorreram ao Senado o ex-governador Blairo Maggi (PR), Pedro Taques (PDT), Carlos Abicalil (PT), Antero Paes de Barros (PSDB), Mauro Cesar Lara (Psol), Jorge Yanai (DEM) e Naildo Lopes (PV). Os dois primeiros foram eleitos. Os 80 candidatos a deputado federal acumularam despesas de R$ 25,07 milhões, mesmo com receita fixada em R$ 24,7 milhões. O gasto médio foi de R$ 312 mil por candidato, número maior que a média nacional de média de R$ 179,69 mil. Mas a prestação de contas mostra que alguns postulantes gastaram até três vezes mais que a média. O candidato a deputado federal que mais investiu na campanha, Eduardo Moura (PPS), não foi eleito e tirou quase R$ 3 milhões (R$ 2.990.000,00) do próprio bolso. Entre os eleitos para a Câmara Federal, os deputados federais do PR Homero Pereira e Wellington Fagundes foram os que mais conseguiram recursos para a campanha. Homero conseguiu R$ 2,934 milhões e Fagundes, R$ 2,916 milhões. A quantia arrecadada por eles é maior do que o total usado pelo candidato ao governo Wilson Santos. Os 12,6 mil candidatos a deputado estadual de todo o Brasil revelaram ter gasto, juntos, R$ 936,05 milhões, média de R$ 74,29 mil por candidato. A média de Mato Grosso (R$ 143 mil) é o dobro da nacional. Os 260 candidatos a deputado estadual contabilizam gastos de R$ 37,2 milhões na última eleição. O Tribunal Superior Eleitoral já havia informado que o gasto médio por eleitor em Mato Grosso, nesta última eleição, foi proporcionalmente o terceiro maior do país. O levantamento aponta que cada eleitor custou em média R$ 54,04.