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Segunda-feira, 08 de Setembro de 2008, 20h:01
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RECURSOS
Campanha de Mendes consumiu R$ 1,1 mi
Terceiro lugar na disputa à prefeitura de Cuiabá, o republicano Mauro Mendes lidera o ranking de gastos na 2ª parcial apresentada ao TSE
SONIA FIORI
Da Reportagem
Faltando menos de um mês para a chegada do pleito municipal, os candidatos à prefeitura de Cuiabá dão novo contorno as ações de campanha, marcadas também por generosas cifras. O candidato Mauro Mendes (PR) assumiu a liderança do ranking dos postulantes à administração municipal quando se leva em consideração o quesito gastos de campanha e ainda receita arrecadada. Mendes apresentou o segundo relatório parcial de movimentação financeira à justiça eleitoral, com receita total de R$ 1.162.896,00 e gastos da ordem de R$ 1.155.896,93. O candidato republicano declarou, na primeira parcial no mês de agosto, receita de R$ 156.500,00 e despesas que totalizaram R$ 150.616,38. O postulante projetou limite de gastos de campanha da ordem de 2,3 milhões. Na segunda parcial o prefeito e candidato à reeleição, Wilson Santos (PSDB), também demonstrou maior investimento financeiro em sua campanha. O tucano ocupa o segundo lugar na lista dos que mais gastaram, com receita de R$ 710.645,97 e gastos de R$ 705.427,97. Na primeira parcial, o candidato do PSDB lançou balanço modesto, com receita de R$ 17.100,00 e despesas que somaram no período o total de R$ 9.348,00. Wilson declarou junto à justiça eleitoral limite de gastos de campanha da ordem de R$ 5,6 milhões. O candidato do PP à prefeitura de Cuiabá, Walter Rabello, que liderou os maiores gastos de campanha durante a apresentação da primeira parcial, agora assume o terceiro posto. Rabello lançou no segundo relatório receita no valor de R$ 245.736,91 contra R$ 229.670,41 referentes a gastos de campanha. O postulante do Partido Progressista estimou limite de gastos da ordem R$ 2 milhões. O postulante do PSB, Valtenir Pereira, apresentou arrecadação modesta de R$ 47.505,87 e despesas que totalizaram o total de R$ 57.255,54. A justiça eleitoral permite que as parciais contenham despesas maiores que as receitas declaradas. No entanto, o relatório final deverá conter equilíbrio comprovado de arrecadação e gastos de campanha. Durante a primeira entrega de parciais, Pereira declarou à justiça eleitoral receita de R$ 8.550,00 e despesas de R$ 9.550,00. Valtenir estimou limite de gastos de campanha de R$ 840 mil. GASTOS - A relação de gastos de Mendes aponta aplicações volumosas em contratação de pessoal, com despesas da ordem de R$ 433.055,49 conforme registrado na segunda parcial de gastos de campanha. Outro gasto do postulante republicano de R$ 131.003,52, foi dirigido ao pagamento de combustíveis e lubrificantes. Mendes também gastou, entre outras despesas, o valor de R$ 113.616,66 no item publicidade com carros de som e R$ 100.159,48 em serviços prestados por terceiros. Entre os gastos mais pontuais do candidato tucano consta o valor de R$ 300 mil para pagamento de produção de programas de rádio e televisão. Wilson Santos também contabilizou despesa de R$ 100 mil em relação à publicidade de material impresso. Também teve destaque neste quesito o valor de R$ 72.493,47 aplicados no item despesas com pessoal. No relatório parcial de Walter Rabello consta entre os maiores gastos o valor de R$ 170.227,63, referente a pagamento de pessoal. O candidato contabilizou ainda o montante de R$ 41.830,00 para pagamento de serviços prestados pro terceiros. O postulante Valtenir Pereira gastou, conforme a segunda parcial, R$ 43.390,00 para aplicação em publicidade de material impressos. O candidato projetou ainda o valor de R$ 13.005,87 referentes a combustíveis e lubrificantes.