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Terça-feira, 13 de Setembro de 2011, 20h:26
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CASSAÇÃO DE RALF
Câmara não quer reaver julgamento
ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
Os vereadores de Cuiabá já demonstram resistência a mais um pedido do ex-vereador Ralf Leite (PRTB) de reaver o mandato, mesmo com a absolvição de Ralf na Justiça pelos crimes de exploração sexual, corrupção ativa e falsidade ideológica. Conforme disseram alguns vereadores, o julgamento na Câmara Municipal é político e independe do julgamento na Justiça. Na semana passada Ralf conseguiu uma sentença do juiz da Jorge Luiz Tade, da 3ª Vara criminal de Várzea Grande o absolvendo das acusações do Ministério Público. Com isso, o ex-vereador espera conseguir reaver o mandato já que o seu processo de cassação foi baseado nas acusações do Ministério Público. Com esse escândalo, somados a outros episódio, o vereador foi cassado pelos pares por quebra de decoro parlamentar. O vereador Domingos Sávio (PMDB) era o relator da Comissão de Ética na época do processo de cassação de Ralf. Para ele, a absolvição de Ralf na justiça não implica em sua volta ao cargo, pois ele foi julgado na comissão de ética por quebra de decoro parlamentar. Ele expôs a Câmara Municipal. Aqui o julgamento foi político e por maioria absoluta ele foi cassado. Ele já tentou várias vezes reverter isso e até agora não conseguiu, essa decisão da Justiça não vai mudar as coisas, são processos independentes, disse o vereador. Em fevereiro de 2009 o então vereador foi preso em por policiais militares em companhia de um travesti menor de idade, nas mediações do Posto Zero em Várzea Grande, conhecida área de prostituição. Ele foi acusado por dois policiais militares de tentar suborná-los e usar prerrogativa de vereador para exercer autoridade. Dessas acusações ele foi absolvido na primeira instância. O vereador Antônio Fernandes (PSDB) disse que a Câmara irá analisar todos os recursos que o vereador ingressar no Legislativo. Segundo ele, ainda está tramitando um recurso de Ralf na Casa e que ele será o relator, porém, até agora o documento não chegou em suas mãos. Podemos apreciar de novo sim, mas naquela ocasião da cassação o plenário foi soberano e o cassou por quebra de decoro, a sociedade cobrava da Câmara uma posição, disse o vereador tucano. Além disso, ele também disse que a absolvição de Ralf das acusações na Justiça não implica necessariamente na volta dele à Câmara. O presidente Collor foi cassado, mas nunca foi condenado por nenhuma denúncias também, nem por isso ele voltou ao cargo, comparou Antônio Fernandes. Mais cauteloso, o vereador Néviton Fagundes (PRTB), do mesmo partido de Ralf, disse que a Câmara deve apreciar com carinho a questão, já que Ralf foi inocentado das acusações. Se ele é inocente, quem somos nós para julgar, podemos analisar essa questão por causa dessa nova decisão, disse o vereador. O PRTB tem dois vereadores, além de Néviton, Totó Cesar, que era suplente e se tornou titular com a cassação de Ralf. Ontem ele não quis sair do plenário para falar com imprensa sobre o pedido de retorno de Ralf.