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Quarta-feira, 09 de Dezembro de 2009, 00h:08

CUIABÁ

Câmara convoca quatro sessões extras

Com um montante de 150 projetos em tramitação, presidente da Câmara já marcou as sessões extraordinárias que começam a partir de hoje pela manhã

JEAN CAMPOS
Especial para o Diário
Depois de colocar 43 projetos em votação na sessão de ontem, o presidente da Câmara, Deucimar Silva (PP), convocou os vereadores para quatro sessões extraordinárias, sem ônus para o poder público, que serão realizadas hoje, na sexta-feira e na próxima segunda-feira e quarta-feiras, todas às 8h. São 150 proposições em tramitação no Legislativo. A intenção da Mesa Diretora é esvaziar a pauta de votação no Legislativo municipal até o dia 22, início do recesso. Até lá, também serão votados a Lei Orçamentária Anual (LOA) e o Plano Plurianual de Cuiabá. As sessões de terça e quinta-feiras ficam mantidas normalmente. Os sucessivos escândalos e o andamento dos processos que culminaram na cassação dos vereadores Ralf Leite (PRTB) e Lutero Ponce (PMDB), no decorrer de 2009, podem ter afetado na tramitação dos projetos de lei dos vereadores na Câmara de Cuiabá. Após o vereador Toninho de Souza (PDT) ter reclamado, na semana passada, que nenhum dos oito projetos que propôs neste ano foi votado, foi a vez dos vereadores Clovito Hugueney (PTB) e Ivan Evangelista (PPS) reclamarem do andamento dos projetos no Legislativo. No entanto, eles contestaram o volume de projetos e mensagens do Executivo colocados na pauta de votação, que somente na sessão ordinária de ontem, foram 43, a maioria com vícios de origem, ou seja, inconstitucionais. “De repente, vem tudo de uma vez numa pauta só. Corremos o risco de deixar assuntos para trás ou não discuti-los com a devida importância”, defendeu Ivan Evangelista. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), vereador Domingos Sávio (PMDB), saiu em defesa da Mesa Diretora alegando que, apesar do alto número de projetos em votação, poucos chegarão a ser votados por falta de constitucionalidade. “Todos passaram pela CCJ e a maioria foi considerada inconstitucional. Muitos vereadores apresentam projetos sem previsão orçamentária, propostas de programa de governo, entre outras ilegalidades. Nosso papel é impedir que as leis sejam derrubadas posteriormente”, argumentou o peemedebista. A sessão ordinária de ontem também foi marcada por discussões acerca das mensagens do Executivo que permitiam que a Sanecap deixasse de ser uma Companhia de Sociedade Mista para atuar como Sociedade Anônima. Enquanto o líder do prefeito Wilson Santos, vereador Paulo Borges (PSDB), afirmou que as mensagens haviam sido aprovadas, os presidentes da Comissão de Constituição e Justiça e de Economia e Finanças, Domingos Sávio e Ivan Evangelista, respectivamente, garantiram que as propostas ainda estão sob análise. Por fim, constatou-se que as mensagens ainda não foram votadas. Segundo informações do site institucional da Câmara, dos 43 projetos que estavam na pauta sete foram aprovados e os demais, retirados para correções e cinco não foram votados, “pois os autores não estavam presentes”.

Edição EDIÇÃO 16962




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