Cabos eleitorais do candidato a deputado federal pela coligação Senador Jonas Pinheiro, Willian Dias (PTB), protagonizaram momentos de terror no bairro Figueirinha, em Várzea Grande. Acompanhadas de um carro de som caracterizado, oito mulheres que distribuíam santinhos do candidato, na quinta-feira, foram rendidas por supostos traficantes da região e mantidas em cárcere privado por mais de duas horas. Eles [os traficantes] levaram minha equipe para um bar e rasgaram e atearam fogo em todo o material de campanha, além de exigir a minha presença no local. Lá, ouviram inúmeras ameaças, narrou Willian, tenente reformado da Polícia Militar. A equipe só foi liberada quando um dos coordenadores do petebista chegou ao local. Para ele, a situação não possui ligação com seu histórico na PM e, sim, com a própria instituição. Os traficantes não querem que ninguém do bairro vote em militar. Isso mostra a total insegurança que vivemos hoje, opinou o candidato. Tenente Willian, como é conhecido, encaminhou o caso ao seu advogado, Carlos Eduardo Teixeira, que irá protocolar uma queixa-crime pedindo providências contra os traficantes. Ele também pedirá ao 4º Batalhão da PM reforço no policiamento da região. Independente do reforço da polícia, o candidato agendou para hoje um novo ato político no bairro Figueirinha. Não tenho medo. Vivemos num país democrático e tenho o direito de fazer campanha até mesmo em bairros onde existe toque de recolher, reforçou Willian Dias. Ele foi um dos cinco políticos mato-grossenses que tiveram a candidatura reprovada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por estar enquadrados na Lei da Ficha Limpa. Consta como justificativa de indeferimento da candidatura do militar reformado uma condenação por homicídio. Alegando que a acusação não foi transitada em julgado, Willian recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e manteve sua campanha normalmente. O policial da reserva está na disputa eleitoral defendendo a bandeira da segurança pública.