Novas regras à campanha eleitoral em Cuiabá foram definidas ontem numa reunião entre juízes eleitorais, representantes de partidos e coligações e candidatos. A condição de trabalho dos cabos eleitorais expostos às altas temperaturas da Capital tem nova normatização. Na reunião realizada na manhã de ontem no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), além de definir novas regras, os juízes da 1ª e 37ª zonas eleitorais de Cuiabá, Maria Aparecida Ribeiro e Rondon Bassil Filho, respectivamente, estabeleceram algumas ações ainda não citadas na legislação eleitoral para serem seguidos durante as eleições 2008. Uma das principais questões levantadas no encontro tratou da liberação do uso de adesivos nos pára-choques dos carros desde que a identificação destes não seja prejudicada. Regras foram definidas também para a lataria do veículo, que só poderá ser adesivado parcialmente sem que mude a sua cor original. A partir dessa definição, o automóvel encontrado com adesivagem completa poderá ser apreendido e levado ao pátio do Detran/MT, até que o responsável retire do veículo o material irregular. A preservação da dignidade humana referente aos cabos eleitorais foi outro tema citado na reunião. Esses profissionais que trabalham nas eleições com bandeiras, cartazes e outros materiais tiveram horários definidos para atuar nas ruas de Cuiabá. Essa mudança foi constituída pelos representantes de partidos políticos com o objetivo de conservar a saúde dos cabos eleitorais, que agora só poderão realizar suas funções até às 10 horas da manhã e após às 16 horas. A propaganda em alto-falantes ou amplificadores de som instalados em veículos foi outro item que também recebeu alteração. De acordo com o artigo 12 da resolução de N° 22.718 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), está proibida a propaganda eleitoral com a utilização de veículos em alto-falantes ou amplificadores de som na distância de 200 metros das sedes dos Poderes Executivos e Legislativos. Sedes de órgãos judiciais, quartéis e outros estabelecimentos militares, hospitais e casas de saúde, escolas e igrejas são citados na lista dos lugares que não poderão sofrer com o volume da propaganda eleitoral.