Primeira Página
Segunda-feira, 08 de Outubro de 2012, 02h:10
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BALANÇO
Brito reclama de falta de apoio
RENATA NEVES
Da Reportagem
Ex-secretário municipal de governo, Carlos Brito atribuiu parte do resultado negativo registrado nas urnas à falta de participação de lideranças do PSD em sua campanha a prefeito de Cuiabá. Segundo ele, muitas pessoas não cumpriram com sua obrigação de apoiá-lo. Infelizmente houve descompromisso por parte de pessoas que tinham obrigação moral de estar conosco no processo eleitoral, até por questões partidárias ou de coligação, mas são fatos que ocorrem no processo eleitoral. Eu prefiro valorizar muito aqueles que permaneceram conosco a despeito de todas essas dificuldades, declarou, ao chegar à Escola Heliodoro Capistrano da Silva, no bairro Parque Cuiabá, onde votou durante a manhã de ontem (7). Embora tenha se mostrado compreensivo quanto à necessidade de alguns líderes se dividirem para auxiliar candidaturas no interior do Estado, o social-democrata reclamou da falta de empenho de figuras importantes que possuem base eleitoral na Baixada Cuiabana. Temos que entender que essa é a primeira eleição que o PSD disputa no país. Em Mato Grosso, o partido lançou várias candidaturas no interior e as lideranças tiveram que se dividir. Isso explica parte da questão. Por outro lado, grande parte dessas lideranças tem suas bases eleitorais em Cuiabá, então o resultado da candidatura aqui é preponderante para os demais projetos. Essa é uma questão que o PSD vai ter que reavaliar. Apesar de não ter citado nomes, foram perceptíveis as ausências dos dois maiores nomes do partido durante sua campanha: o vice-governador do Estado e presidente do diretório estadual do PSD, Chico Daltro, e o presidente da Assembleia Legislativa e secretário-geral da sigla, José Riva. Ambos compareceram publicamente ao lado do candidato apenas durante a convenção do partido e em um comício realizado no bairro Parque Cuiabá. Daltro nem mesmo gravou declarações de apoio ao companheiro de partido para serem exibidas no programa eleitoral e/ou em inserções exibidas na televisão, o que poderia ter contribuído para enfraquecer o discurso de alinhamento adotado pelo candidato do PT, Lúdio Cabral. Houve um direcionamento bastante forte contra a nossa campanha, buscando desmontá-la, cooptando apoio, pressionando politicamente, acusando de traidores servidores públicos do governo que tinham opção pelo nosso nome, esquecendo-se que o vice-governador é do meu partido e que a maior bancada na Assembleia que dá sustentação ao governo é do PSD, avaliou Brito. O social-democrata afirmou ainda que o processo eleitoral não foi efetivamente democrático, por conta da desigualdade financeira registrada entre os candidatos. Faltando dois dias a própria justiça acabou por reconhecer o uso da maquina publica no processo eleitoral. Isso comprova que houve um desequilíbrio entre as forças.