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Sábado, 09 de Outubro de 2010, 12h:03

Brigas internas dos tucanos e petistas encolheram siglas

Na avaliação do cientista político João Edisom de Souza, problemas internos culminaram na redução de representatividade de petistas e tucanos. O estudioso resgata a eleição para governador de 2002, quando o PSDB lançou o então senador Antero Paes de Barros (PSDB) na disputa. Nesse ano, ele conta que o candidato natural seria o então prefeito de Cuiabá, Roberto França, que se consolidava como uma liderança na Baixada Cuiabana. “Antero ainda tinha quatro anos de mandato como senador e, mesmo assim, Dante preferiu lançar ele como candidato ao invés de França. A partir deste momento, o PSDB não ganhou mais nada. Houve uma divisão de forças”, analisa João Edisom. O mesmo racha, segundo ele, promoveu desgaste na legenda petista. No ano passado, uma eleição prévia deu ao deputado federal Carlos Abicalil (PT) o direito de concorrer uma vaga no Senado. Impedida de tentar reeleição, a senadora Serys Slhessarenko (PT) ameaçou ficar fora do processo eleitoral e, mais tarde, lançou candidatura à Câmara Federal. A rusga deixará ambos sem mandato a partir do ano que vem. “No início, a grande liderança do PT estadual era Serys. Nos últimos anos, Abicalil cresceu mais do que ela e o final da história é esse que estamos vendo”, contextualiza. Embora tenha saído derrotado desta eleição, Carlos Abicalil comemora o desempenho do Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso. “Individualmente, o PT caiu em número de mandatos. Por outro lado, a nossa base aliada foi a que mais cresceu. Elegemos o governador Silval Barbosa e temos a maior bancada na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal”, analisa. Passado o segundo turno da eleição para presidente, Carlos Abicalil acredita que o partido deve fazer uma avaliação sobre os próximos anos. Presidente do PSDB, a deputada federal Thelma de Oliveira avalia que o encolhimento da legenda tucana aconteceu porque o partido não conseguiu alavancar o candidato ao governo Wilson Santos (PSDB). “A diminuição das bancadas tem ligação direta com o candidato a governador. Mas avalio que isso não acontece somente com o PSDB”, disse Thelma. A tucana também defende uma profunda análise após a eleição presidencial. “No momento, a prioridade se chama José Serra. Depois desse período, vamos discutir sobre o futuro”, finalizou a deputada federal. (JC)

Edição EDIÇÃO 16960




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