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Segunda-feira, 04 de Agosto de 2014, 20h:56

SENATÓRIA

Bloco define suplentes de Salles

THAISA PIMPÃO
Da Reportagem
A coligação Coragem e Atitude pra Mudar (PDT, PP, DEM, PSDB, PSB, PPS, PV, PTB, PSDC, PSC, PRP, PSL e PRB) definiu, no último domingo, que o empresário e suplente de deputado federal Eduardo Moura (PPS) será o candidato a segundo suplente de Rogério Salles (PSDB), postulante ao cargo de senador. A indefinição do bloco da oposição começou quando da desistência do senador Jayme Campos (DEM) de tentar ser reeleito neste ano. Após a escolha de Salles para substituí-lo, a dúvida pairou sobre os suplentes. A deputada estadual Luciane Bezerra (PSB) também decidiu deixar de concorrer à vaga de segunda suplente. Além disso, o então candidato a primeiro suplente, Marcelo Maluf, pertencia ao mesmo partido de Salles, o PSDB, por isso, também precisou ser trocado. Para o seu lugar foi escolhido o empresário Donizete Castrillon (PTB). A segunda suplência era disputada por Eduardo Moura e Édio Brunetta (DEM), ambos do Araguaia. O membro do PPS, inclusive, já havia sido escolhido pelo candidato ao governo do grupo, o senador Pedro Taques (PDT), para coordenar a campanha nesta região. Segundo explica Moura, foi uma decisão de cunho pessoal de Brunetta que o consolidou como candidato. “Entendíamos que, com a saída de Jayme, o DEM teria prioridade, mas por razão particular o Édio não aceitou. Eu nunca tive vaidade de pleitear esse cargo. Foi um presente. Só tenho a agradecer a confiança. Particularmente, me sinto orgulho. É uma honra estar ao lado de Rogério”, afirma. Embora seja agora membro da chapa majoritária, Eduardo Moura deve se manter no Araguaia durante a campanha, não acompanhando o resto do grupo que irá percorrer todas as regiões de Mato Grosso. De antemão, o agora segundo suplente avalia que o imbróglio para compor a chapa oposicionista não revela cenário instável. Na sua opinião, é natural que tenha ocorrido tanta discussão acerca do assunto, pois as lideranças precisavam escolher nomes depois da saída inesperada de Jayme Campos da eleição. Recentemente, além do senador democrata, uma série de políticos que antes declaravam apoio a Taques começaram a debandar para ajudar coligações encabeçadas por outros candidatos ao Executivo. Além disso, na semana passada, o coordenador-geral da campanha, o ex-prefeito de Rondonópolis Adilton Sachetti (PSB), decidiu passar a função para o prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta (PDT). O socialista deixou a coordenação para suprir a falta de um representante da região Sul de Mato Grosso na disputa a Câmara Federal, uma vez que Rogério Salles, cuja base é Rondonópolis, abandonou o projeto para tentar a cadeira de senador.

Edição EDIÇÃO 16964




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