O senador Blairo Maggi (PR) afirma que mantém sua coerência ao não participar da campanha do ex-vereador Lúdio Cabral (PT) ao comando do Palácio Paiaguás. O republicano lembra que tomou a decisão de ficar de fora das eleições deste ano desde que anunciou o recuo de sua candidatura ao governo do Estado. Maggi destaca que naquela ocasião afirmou que ficaria afastado do processo político do Estado e que o partido estaria livre para seguir com a melhor coligação para a obtenção de um bom resultado nas urnas. Ao Diário o senador afirma que não quer polemizar a questão com o petista. Mais cedo, Lúdio mudou o tom ao falar do republicano, dizendo que respeita a posição de Maggi de ficar de fora do processo. No entanto, o petista afirma que vê com estranheza o fato da família Maggi doar recursos para a campanha do senador Pedro Taques (PDT), o que para Lúdio mostra o lado que Maggi está. O senador republicano rebateu o petista e disse que todas as pessoas que doaram para a campanha de Taques têm seu próprio negócio e não são sócios de suas empresas. Afirma, que sendo assim, estão livres para doar para quem quiser, uma vez que ele não é candidato. A família Maggi já doou cerca de R$ 4,5 milhões para a campanha do pedetista ao comando do Paiaguás. O principal doador é o megaempresário Eraí Maggi (PP), primo do senador republicano. Como pessoa física, ele doou R$ 906 mil. Sua principal empresa, o Grupo Bom Futuro, doou mais R$ 590 mil para a campanha de Taques. Blairo já voltou de sua viagem ao exterior. Sua única movimentação na campanha eleitoral deste ano foi gravar um programa para o deputado Wellington Fagundes, que concorre à vaga de senador pelo PR, na chapa que tem Lúdio Cabral como candidato ao governo. A única doação feita pelo republicano foi para o ex-prefeito de Rondonópolis, Adilton Sachetti, amigo pessoal de Maggi e candidato a deputado federal pelo PSB, legenda que faz parte da coligação de Taques. DILMA O republicano afirma que o escritório pró-Dilma Rousseff (PT) já está em pleno funcionamento em Cuiabá. Destaca que a atuação deve ser intensificada no segundo turno. No ano passado Blairo já havia anunciado à cúpula petista que ficaria de fora das eleições presidenciais deste ano. Porém, mudou de ideia depois que Marina Silva (PSB) começou a figurar como candidata ao Palácio do Planalto. Maggi diz que em um eventual segundo turno deve trabalhar intensamente pelo nome da presidente petista que concorre à reeleição.