Primeira Página
Sexta-feira, 02 de Outubro de 2009, 01h:25
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ALIADOS DE MAGGI
Base analisa duas candidaturas
JULIANA SCARDUA
Da Reportagem
Embora o governador Blairo Maggi já tenha descartado a saída de Mauro Mendes do PR, um dia repleto de reuniões e rumores evidenciava ontem que o empresário pode assinar a ficha de filiação ao PSB. A estratégia seria a de uma dupla candidatura à sucessão estadual na base governista, num cenário com as candidaturas de Mendes e do vice-governador Silval Barbosa (PMDB), com o prefeito Wilson Santos (PSDB) na trincheira da oposição, pulverizando votos e forçando a realização de um segundo turno. Uma intensa movimentação política marcou o dia quando o assunto era Mauro Mendes, às vésperas do prazo final de filiação partidária para aqueles que pretendem disputar cargo eletivo amanhã, dia 3 de outubro, um ano antes das eleições. Ele teria mantido duas reuniões com Maggi. Enquanto isso, especuladores de plantão arriscavam palpites sobre o destino partidário do empresário, que há dias optou pelo silêncio longe da imprensa, ele avalia não apenas se migrará para outra sigla, mas também os riscos de uma nova campanha eleitoral. As conjecturas davam conta ontem de que o ingresso no PSB seria um dos caminhos viáveis a Mauro, que já teria argumentado ao próprio governador a ideia de se lançar candidato ao governo em paralelo à candidatura de Silval Barbosa, o atual vice de Maggi. Num plano cartesiano e arriscado envolvendo a cabeça do eleitor em 2010, a tese é a de que a dupla candidatura culminaria num segundo turno travado entre Mendes e Wilson. Mas para que os supostos planos de Mauro se concretizassem, não bastaria a permanência no PR, e sim a escolha de um partido aparentemente sem um forte cacique, ou seja, com espaço suficiente para que Mauro alçasse a condição de liderança maior. Nesse cenário, o pequeno PSB seria o favorito, comandado hoje pelo deputado federal Valtenir Pereira, que também disputou a prefeitura no ano passado e aderiu à candidatura de Mauro no segundo turno. Em paralelo à tese, outras conjecturas, a exemplo do que ocorreu durante a semana, dão conta do suposto descontentamento do governador com uma eventual tentativa de Mendes em rivalizar com Silval Barbosa o respaldo da base governista. Maggi teria então recomendado a velha parcimônia: com um Mauro contido, à espera do naufrágio da viabilidade da candidatura de Silval, o plano B despontaria naturalmente com o nome do empresário, já defendido por algumas alas republicanas juntamente com o de outro filiado o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot. Em suas mais recentes declarações públicas, porém, Maggi não descartou o lançamento de uma candidatura do PR ao governo, caso Silval não decole nas pesquisas eleitorais.