Bancada se divide sobre CPI para investigar novo esquema
SONIA FIORI
Da Reportagem
A bancada mato-grossense na Câmara Federal ainda não chegou a um consenso sobre a possibilidade de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), com a missão de investigar suposto envolvimento de parlamentares no esquema de corrupção desarticulado pela Polícia Federal na Operação Navalha. Apesar de entendimentos para a instalação da CPI, muitos deputados resistem à investigação. O deputado federal Homero Pereira (PR) é contra a criação da CPI. Não tem necessidade de instalar a CPI, até porque faltam informações agora. Primeiro precisa saber se realmente há o envolvimento de parlamentares. Se for necessário, a Câmara pode tomar as providências cabíveis, como cassar os mandatos, disse. A mesma linha de entendimento foi apresentada pelo deputado federal Pedro Henry (PP). O parlamentar também acha desnecessária a criação da CPI. Sou contra a CPI. Nunca assinei nenhuma CPI. É uma questão pessoal. A Câmara Federal tem seus próprios instrumentos para tomar as providências se for preciso, afirmou Henry. A criação da CPI pode ser um bom instrumento para a obtenção da transparência, na opinião do deputado federal Wellington Fagundes (PR). Como há indícios de envolvimento de representantes de vários partidos, será muito prudente. A CPI seria um mediador perante os excessos que infelizmente ainda ocorrem no país, frisou. Segundo o site www.rmtonline.com.br, o deputado federal Carlos Abicalil (PT) afirmou desconhecer proposição para a instalação da CPI. Já o deputado federal Nery Geller (PSDB) disse, conforme o site, que ainda não tem uma opinião formada sobre o assunto. Sou a favor da transparência. Não sei se há fato consumado, se há necessidade para uma CPI, avaliou o deputado conforme consta no site. O deputado federal Carlos Bezerra (PMDB) também sustenta o coro dos favoráveis à criação da CPI. O deputado Valtenir Pereira, do PSB, assinou documento ontem favorável à instalação de uma comissão.