A Assembleia Legislativa aprovou há dois meses a realização de uma auditoria na Secretaria de Educação, mas até o momento os trabalhos não começaram. Ainda será contratada uma empresa especializada para ajudar na investigação. Conforme o presidente da Assembleia, deputado José Riva (PP), foi publicado edital para contratação da empresa. Negando motivação política, o deputado disse que havia denúncias de irregularidades contra a secretaria, comandada pela professora Rosa Neide Sandes (PT). A secretária afirma que foram pedidos documentos nos dias posteriores à instauração da auditoria, depois não mais, mas ressaltou que vai contribuir com qualquer documento solicitado. Depois da turbulência, aparentemente, a secretaria recebeu uma trégua política. Eram denúncias de irregularidades na construção e atraso na entrega e reforma de escolas. Também foi questionada a adesão da Secretaria num pregão carona da cidade de Nazário (PI) para aquisição de aparelhos de ar-condicionado. A crítica se baseou no fato de que a Seduc compraria muitos aparelhos, enquanto a prefeitura da cidade do Piauí, quantidade menor. Não seria vantagem para a secretaria, que poderia negociar preços melhores. A proposta de auditoria foi feita pelo próprio presidente e aprovada pela maioria. Ele negou cunho político contra a secretaria ou o PT, que está à frente da Pasta há mais de três anos, indicando os secretários. O único deputado petista da Assembleia, Ademir Brunetto, tentou defender seu grupo político, mas não conseguiu impedir a aprovação da auditoria. Como reação, ele propôs auditoria na secretaria de Saúde, que tem como secretário o deputado federal Pedro Henry, do PP. Porém, foi voto vencido.