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Sábado, 20 de Fevereiro de 2010, 10h:00
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EFEITO PACENAS
Audiência pública decidirá rumo das obras do PAC em VG
ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
A prefeitura de Várzea Grande vai realizar uma audiência pública para ouvir a população sobre o prosseguimento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na cidade. A audiência acontece no próximo dia 25, quinta-feira, às 18h30, na Câmara Municipal. Devido à operação Pacenas da Polícia Federal, que apontou fraudes nos processos de licitações do PAC em Cuiabá e Várzea Grande, as obras estão paralisadas há mais de seis meses. A prefeitura trabalha em nova licitação, contudo as empresas responsáveis pelos trabalhos conseguiram, em primeira instância, o direito de voltar aos canteiros de obras e receberem pelo trabalho. Com a audiência, a prefeitura espera conseguir respaldo popular para qualquer medida que tomar, especialmente se deixar as obras serem finalizadas pelas empresas que começaram o serviço e que foram afastadas. O secretário de Comunicação e presidente do Departamento de Água Esgoto, Jeverson Missias, afirma que os contratos do PAC em Várzea Grande só ficaram sob suspeitas porque as empreiteiras que executavam as obras eram as mesmas de Cuiabá, acusadas no esquema de fraudes. Prova de que não houve irregularidade é que os servidores de VG não foram indiciados pela Polícia Federal, disse Missias. Em agosto do ano passado, quando a PF deflagrou a operação Pacenas, 11 pessoas foram presas, inclusive o presidente da Comissão de Licitação de Várzea Grande, Milton Nascimento Pereira, e Jaqueline Favetti, membro da comissão. Todavia, em outubro, quando a PF indiciou 22 pessoas por envolvimento no caso, os dois não estavam na lista. Em Cuiabá, dois consórcios de empresas também conseguiram vitória em primeira instância, mas, diferente de Várzea Grande, a prefeitura recorreu no Tribunal de Justiça e, pelo menos em liminar, conseguiu manter as empresas afastadas. Eles esperam agora a decisão de mérito do Tribunal. Para Missias, a situação das duas cidades é diferente. As empreiteiras Lumen, Gemini, Três Irmãos e Concremax são responsáveis pelos três lotes do PAC na cidade, referentes a água, esgoto e infraestrutura. Em Cuiabá tinha lote do PAC que sequer tinham as obras iniciadas. Aqui, não, são apenas três e todos já estavam em execução pelas empresas, sendo o trabalho interrompido, causando grande prejuízo à população, disse.