O candidato a vereador de Rondonópolis (distante 212 quilômetros ao Sul de Cuiabá), João César Domingos da Silva (PMDB), 35, foi assassinado com dois tiros na cabeça na madrugada desta quinta-feira (20). Para a polícia, o crime pode ter motivações passionais ou políticas. O corpo de João Domingos da Silva foi encontrado às margens do anel viário que dá acesso à rodovia MT-130, distante quatro quilômetros de seu carro. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Marcos Sampaio Alves Ferreira, o crime ocorreu por volta da meia-noite. Embora não tenhamos descartado outras hipóteses, estamos trabalhando com suas principais linhas de investigação: a de crime passional ou motivado por questões políticas, não necessariamente pelo fato de ele ser candidato a vereador. O perito criminal Rubens Pereira afirmou tratar-se de execução sumária, já que, segundo ele, João da Silva não teve condições de defesa. No veículo da vítima foram encontrados requisições de combustível e materiais de campanha. Presidente do PMDB do município, Fábio Virgílio disse que ficou chocado com o crime. Era um homem honesto, trabalhador. Acreditávamos em sua capacidade e tínhamos certeza de que ele poderia ocupar uma cadeira na Câmara Municipal. O vereador Adonias Fernandes também recebeu com surpresa a notícia da morte do colega. Eu estou perplexo com essa história. Ele trabalhou muito tempo como servidor público na prefeitura, era um idealista e fez muitos projetos bons para Rondonópolis. Além disso, era muito popular na região e tinha bom relacionamento com todos. Sem dúvida, sua morte será uma perda para o partido e para a cidade, lamentou. Afilhado político do deputado federal Carlos Bezerra (PMDB), João Domingos da Silva era servidor de carreira na Secretaria Municipal de Planejamento e assumiu o cargo de assessor técnico do Instituto de Pesquisa Planejamento Urbano de Rondonópolis (IPPUR) na gestão do ex-prefeito Zé do Pátio (PMDB).