Primeira Página
Sexta-feira, 04 de Novembro de 2011, 20h:59
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VIOLÊNCIA URBANA
Após cirurgia, Eliene deve deixar hospital hoje
FERNANDO DUARTE
Da Reportagem
Vítima de um assalto na quinta-feira (3), o deputado federal Eliene Lima (PSD) disse que o assaltante entrou em desespero antes de fazer o disparo. Eliene foi operado no joelho esquerdo, onde foi baleado ao sofrer um assalto no bairro Boa Esperança. Ele está internado no Hospital Ortopédico, em Cuiabá, e não corre risco. O amigo dele e dono da casa onde aconteceu o crime, o delegado aposentado João Evaristo Capetinga, ferido na mão direita, foi operado na manhã de ontem no mesmo hospital. Eliene, que é presidente do PSD em Cuiabá, afirmou que não sabe se a rótula (pequeno osso localizado no joelho) será extraída em função do disparo. Por telefone, contou que um dos assaltantes ficou do lado de fora enquanto o outro obrigou ele e o amigo a entrarem na residência. Eles [bandidos] ficavam conversando por telefone. O deputado disse que, no primeiro momento, o assaltante não o reconheceu. Depois de um tempo, Capetinga contou que se tratava de um deputado que morava em Brasília. O assaltante não esboçou nenhuma reação, pelo menos até o delegado aposentado fazer menção de tomar a arma, quando aconteceu o tiro na mão e outro no joelho. Com o disparo realizado, o bandido levou alguns pertences e fugiu com o comparsa. Saímos da casa e um vizinho do Capetinga nos ajudou. O presidente do PSD disse, antes da cirurgia (que aconteceu entre 17h e 19h30), que os médicos haviam feito uma limpeza no local e que preferiram realizar a operação em Cuiabá e não em São Paulo, como foi cogitado anteriormente. A assessoria de imprensa da Polícia Judiciária Civil (PJC) informou que foram roubados R$ 500, uma corrente de ouro, pulseira de ouro e duas caixas de munições ponto 40. O delegado Roberto Amorim, do Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) Planalto, ficará a frente das investigações. Ainda de acordo com a PJC, foram usados na ação um revólver e uma pistola cromada calibre 380. Operação Primeiro a atender o deputado e o delegado aposentado, o médico e ex-deputado Joaquim Sucena disse que não sabe qual o tipo de cirurgia será feita. Só irá saber na hora da cirurgia, disse o médico, que conversou com os cirurgiões responsáveis pelo procedimento, Marcos Sucena e Renato Pezotto. Joaquim lembrou que a escolha por fazer a operação em Cuiabá se deu após conversa com os irmãos de Eliene. Ele disse ainda que é muito precoce informar se haverá sequela, mas que, caso não faça nenhum esforço físico, poderá ter uma rápida recuperação. O médico destacou ainda que tanto na mão de Capetinga como no joelho de Eliene tiveram fraturas cominutivas, ou seja, com vários fragmentos devido aos disparos. No caso do delegado aposentado, foi ferida a falange do terceiro dedo.