Primeira Página
Quarta-feira, 30 de Março de 2011, 21h:07
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ESPÓLIO POLÍTICO
Após 1 ano, Galindo só herdou problemas
A Capital enfrenta uma série de dificuldades como a falta de coleta de lixo, mau atendimento na rede de saúde e falta de água
ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
Chico Galindo (PTB) assumiu a prefeitura de Cuiabá há um ano. Então vice-prefeito da Capital, com a renúncia de Wilson Santos (PSBD) no dia 31 de março de 2010 para concorrer ao governo do Estado, o petebista ganhou a prefeitura, porém com uma herança de problemas. Para o cientista político João Edisom de Souza, Chico Galindo é um bombeiro tentando apagar o fogo. Entres as crises mais graves estão o problema na coleta de lixo na cidade, condições ruins da saúde, com reclamação tanto de pacientes como dos profissionais da área e falhas constantes no abastecimento de água. Ele também tem dívidas com fornecedores do ano passado, em restos a pagar que até o momento não foi possível quitar. Pesa contra Galindo o tempo. Restaram para ele dois anos e nove meses para administrar. Um ano já se foi e parte dele passou com uma atuação tímida, por causa do processo eleitoral. Só no início deste ano ele buscou dar a sua cara à prefeitura. Para a eleição de 2012, falta menos ainda, apenas um ano e sete meses. Diferente do governador Silval Barbosa (PMDB), que ganhou fôlego com a reeleição, Galindo parece ser ainda o sucessor de Wilson, é o que avalia o professor João Edisom. Com Galindo a população já está sem paciência, quando acontece algo errado, pois ele representa a sequência pura e fria do antecessor Wilson Santos, avaliou o cientista político. Ele já declarou que não pretende ser candidato à reeleição. Porém, ele é o candidato natural do partido, independente da aliança que o PTB fizer. Para isso, ele quer mostrar trabalho e está buscando parcerias no governo do Estado e o Federal para trazer mais investimentos para a cidade. Assim que tomou posse, na primeira reunião de secretariado, Galindo apresentou as metas da administração. Entre elas estavam a conclusão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a construção no novo aterro sanitário, conclusão do projeto Gumitá e a garantia da educação integral em toda a rede municipal de ensino. O PAC Galindo quer entregar nas mãos do governo. Quanto ao aterro, foi arrumada uma área em caráter emergencial. No Gumitá houve avanços, já que as famílias foram retiradas das áreas de risco à margem do córrego. A prefeitura de Cuiabá, como a maioria das prefeituras do Brasil, sofre com a escassez de recursos para o tamanho das demandas. Elas dependem sempre de parceria com os governos federal e estadual. Para isso, no entanto, são necessárias força e articulação política. A saída para os problemas de Galindo foi dormir com o inimigo. O petebista teve que bater à porta do governador Silval Barbosa (PMDB) pedindo ajuda. Depois da aliança, Silval tem feito seu papel, liberando recursos para a Capital. O programa mais recente é o Multiação, parceria da prefeitura e governo, que vão dividir a conta de R$ 40 milhões em obras e serviços para Capital. A contrapartida para essa aliança foram secretarias no staff municipal para o PMDB, com a justificativa de alinhamento de políticas municipais e estaduais.