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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009, 22h:10

NOVA CONJUNTURA

Apoio a Dilma afasta Maggi do DEM

Aliado na esfera estadual do DEM, o governador Blairo Maggi está mais próximo do PT na esfera nacional e se distancia do Democratas

NOELMA OLIVEIRA
Da Reportagem
A aproximação do governador Blairo Maggi (PR) com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência da República pelo PT, denota a exclusão do Democratas da composição da sucessão de 2010 em Mato Grosso. Ontem, em Brasília, o republicano teve uma conversa reservada com a petista que, entre outros assuntos, tratou de questões políticas. “A ministra me pediu apoio e vou ajudar, se ela vier a ser candidata”, revelou o governador, ontem à tarde, após retornar de Brasília. Também ficou agendada uma visita de Dilma Rousseff a Mato Grosso quando, além de visitar obras do PAC, vai conhecer os ‘pormenores’ do Estado, que é destaque no cenário nacional no setor do agronegócio. Reconhecido pelo poder de articulação no agronegócio, Maggi, que disputará uma das duas vagas ao Senado, será um dos interlocutores de Dilma com os produtores rurais. Após a reunião com a ministra, que deve visitar o Estado no próximo mês, o governador se encontrou com o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, e a senadora Serys Slhessarenko (PT), quando conversou por 1h30. A conjuntura nacional e regional centralizou a discussão dos três, que tem a meta de reeditar em Mato Grosso a mesma base de sustentação do governo Lula, o que descarta a participação do Democratas na composição para a Eleição 2010. O PR faz parte da base do governo, enquanto o DEM, embora tenha apoiado as duas gestões de Maggi, seja aliado preferencial do PSDB e PPS, siglas que fazem o oposição ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Pagot revelou que a conversa buscou um maior entrosamento para as eleições 2010, com previsão, inclusive, de mobilizações conjuntas entre o PT e o PR. “O próprio Maggi ficou satisfeito”, ressaltou Pagot. Ele acrescentou que foram tratadas questões da política nacional mais genérica e também específica. “Possíveis alianças foram discutidas”, adiantou. “Os democratas estão ligados umbilicalmente ao PSDB e lideranças estão dizendo que o processo é sólido às eleições 2010 e tudo indica que em Mato Grosso também. Até porque José Serra (governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência) é uma expectativa de poder e uma coisa que o Democratas sabe aproveitar é a expectativa de poder”, avaliou Pagot. “Qualquer análise sempre vê o DEM como o PSDB”, apontou. A senadora petista também observa que a candidatura Dilma é razoavelmente pacífica entre o PT e o PR. Serys afirmou que não tem restrição em conversas com qualquer partido em Mato Grosso, mas observa que, na sua opinião, não terá candidatura única da base do governo. O pensamento dela é semelhante ao de Pagot quando acha que partidos aliados estão com Dilma e os adversários, com José Serra.

Edição EDIÇÃO 16961




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