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Quarta-feira, 03 de Junho de 2015, 20h:55

ARTICULAÇÕES

Antônio Joaquim não descarta filiação

O conselheiro do Tribunal de Contas disse que só definirá uma possível filiação após exercer a função de presidente do TCE

MARCOS LEMOS
Da Reportagem
“O PMDB está fazendo seu papel de buscar quadros que engrandeçam sua condição de maior partido do Brasil, se não do Ocidente”. Com essa frase o líder do partido na Assembleia Legislativa, Romoaldo Júnior, resumiu toda a determinação das principais lideranças da sigla em arregimentar novas forças como os senadores Blairo Maggi e José Medeiros e o ainda conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Antônio Joaquim. “Somos um partido que busca renovar seus quadros oxigenando seus nomes e ideias diante da nova realidade do Brasil e das exigências da população e do eleitorado”, apontou Romoaldo Júnior sinalizando que o PMDB está de portas abertas e vai melhorar em muito não só a sua representatividade, mas também sua interlocução com a sociedade, com o povo. A fala de Romoaldo Júnior demonstra com clareza que o partido está reforçando seus quadros com grandes nomes da política nacional e regional e que o papel principal dessa rearticulação nacional vem sendo comandado pelo vice-presidente da República, Michel Temer e pelos presidentes do Senado, Renan Calheiros e da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, todos peemedebistas. “Foi uma deferência do vice-presidente da República, Michel Temer que conhece e reconhece minha carreira político-partidária calcada em mandatos parlamentares”, se limitou a dizer o conselheiro Antônio Joaquim reafirmando que a sua audiência, em Brasília, foi em companhia de outros 10 conselheiros de Contas de vários tribunais do Brasil para pedir apoio à apreciação e aprovação do Conselho Nacional dos Tribunais de Contas do Brasil – CNTC, nos moldes do Conselho Nacional de Justiça – CNJ. Próximo presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso – TCE/MT no biênio 2016/2018, Antônio Joaquim assegurou que voltará a presidir a instituição, o que Constitucionalmente o afasta de qualquer maneira da carreira político-partidária, função vetada para membros da Justiça de uma maneira em geral. Mesmo cumprindo o mandato por dois anos de presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, condição que se iniciaria em janeiro de 2016 e se encerraria no mês de janeiro de 2018, o que permitiria a ele, aposentar-se das funções e voltar para a carreira política, o conselheiro Antônio Joaquim evita fazer ilações assegurando que sempre praticou a política partidária com responsabilidade e transparência. Com dois mandatos de deputado estadual, um de deputado federal, além de ter sido secretário de Estado de Educação e de Infraestrutura até ser indicado pelo então governador Dante de Oliveira para o Tribunal de Contas de Mato Grosso – TCE/MT, função que assumiu no ano de 2000, portanto há 15 anos, com possibilidade de chegar a 18 pelo cumprimento do novo mandato de presidente da Corte de Contas. Como se falar em eleições em 2018, precisa passar primeiro por 2016 e pelas novas regras eleitorais, se elas se tornarem realidade e não for alterado pelo Senado ou pela Câmara dos Deputados, o PMDB ao já trabalhar a chegada de novos filiados de peso sai na frente em uma eventual disputa presidencial.

Edição EDIÇÃO 16966




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