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Sábado, 06 de Setembro de 2014, 13h:41

FAMILIOCRACIA

Analistas apontam diminuição

A familiocracia na política é criticada por analistas políticos, mas estes também avaliam que este fenômeno tem diminuído nos últimos anos e a própria população tende a rejeitar esta continuidade no poder. Para o professor João Edisom de Souza, esta “relação sequencial não se dá por qualificação ou aptidão, mas apenas para manter o poder”. Edisom destaca o problema de esposas bancadas apenas para dar continuidade a um mandato. Ele diz não se lembrar de nenhuma que teve destaque na política. Entre os exemplos, Iraci França, Teté Bezerra, Celcita Pinheiro e Thelma de Oliveira como algumas das que ocuparam cargos, mas realizaram mandatos apagados. Destas, apenas Teté está na disputa este ano para vice-governadora ao lado de Lúdio Cabral. Com relação ao ingresso de filhos na política, ele alega não ver problema e destaca alguns nomes que foram bem-sucedidos como Túlio Fontes, em Cáceres, Beto Farias em Barra do Garças. Num contexto mais histórico, Alfredo da Mota Menezes destaca que isto já foi mais tradicional em Mato Grosso, mas houve uma redução. “Isto é positivo, pois abre espaço para outras pessoas e não é só família fazendo campanha para todo mundo”. Para ele, antigamente existia uma dependência maior da população ao chamado “coronel político”. Hoje a população tem rejeitado mais isso. Sobre o sentimento de rejeição à classe política por parte da população, Alfredo diz que uma pesquisa da DataFolha, de dois meses atrás, mostra que 57% do brasileiro não votaria se o voto não fosse obrigatório. “É um percentual muito alto que mostra rejeição à classe política. Passa de 70% a rejeição aos partidos políticos”. (AM)

Edição EDIÇÃO 16962




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