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Sábado, 27 de Setembro de 2014, 13h:16
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ELEIÇÕES 2014
Analista diz que população se afastou
Para o analista político, professor Alfredo da Mota Menezes, este modelo de campanha foi adotado por afastamento da população dos políticos
THIAGO ANDRADE
Da Reportagem
A última semana da campanha eleitoral se inicia com pouco envolvimento da população nas discussões sobre o futuro do Estado e do país. Não houve nenhuma grande mobilização popular e os grandes comícios deram lugar a reuniões fechadas com público segmentado. Para o analista político Alfredo da Mota Menezes, o fenômeno da mudança nas campanhas políticas se deve ao distanciamento adotado pela população em relação à classe política. Ele relata que recentemente o instituto de pesquisas Datafolha mostrou que 57% dos brasileiros não votariam nas eleições se não fossem obrigados. A legislação determina que o voto é obrigatório no Brasil entre os 18 e 70 anos. O analista avalia que esse afastamento da política se manifesta por conta da repulsa que a população passou a ter dos políticos, das legendas partidárias e dos próprios governantes. Destaca que essas mudanças nas campanhas políticas não acontecem somente em Mato Grosso. Mas, em todo país e é um reflexo claro deste descontentamento do eleitorado. Em sua opinião, os debates no rádio e televisão têm feito melhor esse papel. No entanto, esses enfrentamentos de ideias ainda são escassos e não há muito espaço para o confronto. Essa última semana de campanha inicia com um cenário apontando uma eleição de único turno, e uma disputa polarizada entre o ex-vereador Lúdio Cabral (PT) e o senador Pedro Taques (PDT). No entanto, Menezes afirma que é preciso ter cautela e que uma semana é tempo para o jogo mudar. Lembra que historicamente a eleição para governador de Mato Grosso termina já no primeiro turno. Outro exemplo citado é da eleição de 1990, vencida por Jayme Campos (então no PFL). Segundo ele, Júlio Campos (então no PDS) deixou o comando do Estado em 1986 sob forte acusação da oposição de ser um governo de apoio aos militares. Carlos Bezerra (PMDB) assumiu o comando do Estado com forte apoio popular, mas não conseguiu fazer as prometidas mudanças. O peemedebista deixou o governo para disputar o Senado. O vice Edison de Freitas assumiu, mas teve um AVC e deixou o comando do Estado nas mãos do então presidente da Assembleia Legislativa, Moisés Feltrin, que também era do partido de Jayme. Apesar do desgaste de Júlio, os irmãos Campos voltaram ao poder com mais de 60% dos votos no primeiro turno, contra o candidato de Bezerra, Agripino Bonilha. Para ele, além de ser um bom candidato, o postulante precisa ter muita sorte e destaca que Taques teve, uma vez que Blairo Maggi (PR) recuou da disputa; a operação Ararath envolveu os nomes da política (inclusive do governador Silval Barbosa), além disso, até o deputado José Riva (PSD), com quem Taques tem diferenças, deixou o páreo, por conta do indeferimento de sua candidatura. ENFRENTAMENTO - Para ele, Taques não tem que ir para o enfrentamento com Lúdio para não dar munições ao adversário, visto que aparece com mais de 15 pontos a frente do petista nas pesquisas. Mas, lembra que o estilo do pedetista é de ir para o enfrentamento com os adversários.