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Segunda-feira, 13 de Junho de 2011, 21h:57
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GREVE NA EDUCAÇÃO
Analista aponta cunho político
HUMBERTO FREDERICO
Da Reportagem
O cientista político Alfredo da Mota Menezes acredita que a greve dos professores da rede pública estadual está diretamente ligada à briga interna do Partido dos Trabalhadores (PT). De um lado estão os professores, que pedem aumento salarial, liderados pelo vereador cuiabano Lúdio Cabral. Do outro, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), comandada pela petista Rosa Neide, da mesma ala que o deputado federal Ságuas Moraes e Carlos Abicalil. Tem uma disputa do PT contra o PT nessa questão da greve dos professores. A luta política entrou na Educação e está prejudicando o governo Silval Barbosa (PMDB). Só essa explicação justifica o radicalismo dos professores em negociar com a Seduc, disse Menezes. A secretária de Estado da Educação, Rosa Neide, concorda que dentro do movimento há pessoas ligadas ao PT que preferem tumultuar o processo, mas ela disse não acreditar que as reivindicações dos professores sejam por estes motivos. Tem algumas pessoas filiadas ao PT que realmente possuem comportamentos contraditórios, mas há muito tempo, e não é algo temporário. Mas prefiro não acreditar que petistas estejam influenciando o movimento desta forma, prejudicando, assim, milhares de crianças do Estado, declarou a secretária. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), Gilmar Soares, negou que a instituição seja influenciada por correntes ligados ao PT, mas confirmou que dentro dele há pessoas ligadas à sigla, e que participam das assembleias tomando decisões. Desde as eleições estaduais do ano passado a rivalidade entre duas alas do PT foram afloradas. Recentemente, o diretório regional do partido, comandado por Ságuas, aprovou a suspensão dos direitos políticos por um ano da ex-senadora Serys Slhessarenko, e de seis meses de Lúdio Cabral e da ex-deputada Vera Araújo. Desta forma, nenhum dos três poderia ser candidato a algum cargo eletivo pela sigla petista no próximo ano. Mas, logo em seguida, a Executiva nacional reduziu a pena da ex-senadora e anulou o processo contra Lúdio e Verinha, podendo os três disputar as próximas eleições municipais. O grupo da ex-senadora acredita que a punição de um ano era uma tentativa do grupo de Carlos Abicalil (PT), seu desafeto, para ter o caminho livre para fazer uma composição com o PMDB na eleição municipal do ano que vem.