Primeira Página
Quarta-feira, 17 de Setembro de 2014, 21h:11
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ESCALADOS
Aliados de candidatos se confrontam
Apesar de Lúdio Cabral e Pedro Taques defenderam campanhas propositivas, seus aliados partem para ofensas e baixaria
ALLINE MARQUES
Da Reportagem
Os candidatos ao governo do Estado Lúdio Cabral (PT) e Pedro Taques (PDT) defenderem uma campanha limpa e sem ataques, mas usam seus aliados para fazer acusações e rebater. O petista reclama da tática adotada pelo adversário e chegou a declarar que o pedetista montou uma tropa de choque para atacá-lo. Agora ele ganhou um reforço e o presidente do PT em Mato Grosso, Willian Sampaio, é quem resolveu rebater os ataques feitos pelos deputados Zeca Viana (PDT) e Nilson Leitão (PSDB). Sampaio acusou os dois parlamentares de fazer jogo sujo para o Pedro Taques, enquanto ele aparece na TV pedindo uma campanha limpa. A guerra começou após o tucano alegar que Lúdio sente vergonha do governador Silval Barbosa (PMDB) pela atuação pífia do peemedebista na gestão do Estado. E Zeca Viana acusou o petista de ser traidor por tentar esconder o chefe do Executivo, fato que revela o caráter dele. Já o presidente do PT destaca que quem tem escondido os aliados é o senador. Mas quem esconde apoio é o senador Pedro Taques, que ainda usa os subalternos dele para atacar nosso candidato. (...) Tudo isso mostra que o candidato do PDT, além de bater e esconder a mão para parecer um bom-moço, é apoiado por pessoas que respondem a vários processos e denúncias de corrupção. Disso ele não fala, mas tenta colocar a pecha de que todos os seus adversários não prestam, afirmou Sampaio. Sampaio fez questão de citar os aliados de Taques e lembrar de alguns que estão fora da disputa, mas o apoiam. Dentre eles, o ex-deputado federal Pedro Henry (PP), único preso em Mato Grosso no escândalo do Mensalão, comandado pela cúpula do PT nacional, os ex-prefeitos de Cuiabá Chico Galindo (PTB) e Wilson Santos (PSDB), prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta (PDT), que foi protagonista do escândalo que levou à falência a Cooperlucas. Luiz Antonio Pagot, a quem Taques acusou de corrupção quando era diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), e o empresário Fernando Mendonça, principal financiador da campanha passada de Taques e investigado na Operação Ararath. O petista lembrou ainda de Deucimar Silva (PP), candidato a deputado acusado de desvio milionário na Câmara de Cuiabá, Yuri Bastos Jorge, ex-secretário condenado por improbidade por conta da gestão do MT Saúde, Nilson Leitão (PSDB), preso na operação Navalha, e o ex-senador Antero Paes de Barros (PSB), marqueteiro da campanha do senador e líder do Comitê da Maldade. Pedro Taques tenta se esconder por trás do comitê da maldade, mas a máscara está caindo e a verdade está vindo à tona, assim como seus financiadores bilionários que investem na campanha esperando algum retorno futuro, completa Sampaio.