Primeira Página
Sexta-feira, 23 de Outubro de 2009, 00h:21
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CAOS NA SAÚDE
Aliados acusam CPI de manobra política
Prefeito Wilson Santos tem maioria no Legislativo da Capital. Governistas atribuem investigações às questões políticas eleitorais
ALEXANDRE APRÁ
Da Reportagem
O líder do prefeito Wilson Santos (PSDB) na Câmara, vereador Paulo Borges Junior (PSDB), acusou o deputado estadual Percival Muniz (PPS) de apresentar o pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os problemas na área da saúde da Capital puramente por questões políticas. Borges afirma que o parlamentar rondonopolitano levantou o questionamento justamente dois dias depois do prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio (PMDB), ter anunciado apoio à candidatura do prefeito Wilson Santos (PSDB) ao governo do Estado. O tucano também apelou para que a CPI investigue onde estão sendo aplicados os 12% do orçamento geral do Estado, referentes ao repasse constitucional à Saúde. O Estado está investindo apenas em doar ambulâncias para o interior, o que lota o Pronto-socorro de Cuiabá, disse o vereador, defendendo que a única solução para o problema é o Estado construir um hospital de referência na Capital. Assim como Paulo Borges, a bancada de sustentação do prefeito, maioria no Legislativo municipal, também criticou a manobra dos deputados e classificou a CPI de eleitoreira. No entanto, a CPI criada na Assembleia ganhou respaldo dos vereadores de oposição Francisco Vuolo (PR) e Lúdio Cabral (PT). Na avaliação de Lúdio, os deputados estaduais cumpriram o seu papel de agente fiscalizador, ao contrário da Câmara, que se omite, na opinião do petista. A base do prefeito se mostra totalmente condescendente com os desmandos da administração. Isso não pode acontecer, afirmou o parlamentar, dizendo que a passou toda a legislatura anterior tentando instaurar uma CPI para investigar a área da Saúde municipal, sem sucesso. O deputado Percival Muniz, autor do pedido da CPI, que conta com 12 assinaturas, está no aguardo das indicações das lideranças partidárias para a Mesa Diretora que faz distribuição dos cargos.