Presidente do PPS, deputado estadual Percival Muniz, deu alerta ao prefeito de Cuiabá sobre a morosidade e falta de ações neste mandato
ALEXANDRE APRÁ
Especial para o Diário
O deputado estadual Percival Muniz (PPS) teceu duras críticas ao prefeito Wilson Santos (PSDB) sobre aquilo que chamou de morosidade administrativa da Prefeitura de Cuiabá. Para o socialista, que compôs a aliança à reeleição do tucano, o avanço da dengue, os problemas com o transporte coletivo municipal e as irregularidades apontadas pela Controladoria Geral da União e a morosidade das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) são motivos de preocupação e podem fazer sucumbir o futuro do prefeito, o qual chamou de um líder emergente e em potencial. O discurso de Percival representa muito mais do que uma preocupação institucional de um parlamentar. O deputado admitiu que o futuro político de seu partido depende da boa atuação do prefeito de Cuiabá. Wilson já começa a se despontar na disputa ao governo pelo PSDB e, com a aliança nacional entre os dois partidos, as duas siglas devem seguir juntas em Mato Grosso. Nós já somos poucos, e se formos poucos e ruins vai ser complicado para nós. Se o prefeito for ruim, nossa coligação também será, pontuou Percival. As declarações foram dadas da tribuna da Assembleia Legislativa, durante a sessão de ontem. Na avaliação dele, a segunda gestão do prefeito tucano tem deixado a desejar. O prefeito precisa resolver as coisas mais pessoalmente. Está delegando muitas funções, declarou. O Wilson tem que fazer o seu segundo mandato melhor que o primeiro. Eu fiz o meu segundo mandato melhor que o primeiro (como prefeito de Rondonópolis). O presidente Lula também está fazendo. Ele também tem que fazer, opinou o deputado. Percival Muniz acredita que os atuais problemas são causados exclusivamente por falhas administrativas. Ele não vê perseguição política do governo do Estado. No caso da dengue, por exemplo, é falha de prevenção. Como foram as ações durante todo o ano? Será que estão se preocupando só agora?, questionou. O parlamentar também condenou uma possível venda da Sanecap para a Sabesp, autarquia do governo de São Paulo responsável pelo sistema de tratamento de água, esgoto e saneamento do Estado paulista.