O prefeito Wilson Santos (PSDB) disse ontem, durante ato de posse da nova diretoria da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em Brasília, que os municípios se transformaram em burros de carga no país. Wilson fez a defesa ainda da aprovação da Reforma Tributária como principal instrumento para a implementação das esperadas mudanças para as gestões municipais. O tucano representou a Frente Nacional dos Municípios no evento. No ato, o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Pedro Ferreira, tomou posse como membro da nova diretoria da CNM na função de terceiro vice-presidente. Assim como o prefeito tucano, Ferreira também defende a bandeira municipalista que pede revisão, do governo federal, em relação a partilha do bolo de arrecadação tributária. De acordo com o prefeito Wilson Santos, as administrações municipais vem sofrendo de forma extremamente negativa os reflexos da descentralização de ações postas pelos governos federal e estaduais. Os municípios pedem também maior apoio do governo para mesmo antes da aprovação da Reforma Tributária pontuar a ampliação dos repasses de recursos. Até hoje, mesmo após tantos debates, os municípios vem sofrendo prejuízos no caixa público porque as tarefas aumentaram e os recursos repassados pelo governo Federal não contemplam as necessidades das cidades, que crescem a cada dia. Hoje o governo Federal fica com cerca de 55%, o Estado com 27% e os municípios apenas com 18% da fatia do bolo de recursos arrecadados, desabafou Wilson. Segundo ele, está sendo estudada estratégia entre a CNM e a Frente Nacional dos Municípios para assegurar a revisão dos repasses às cidades. O chefe do Executivo municipal defende distribuição para os municípios de aproximadamente 50% dos recursos angariados pelo governo federal. REUNIÃO GOVERNADOR - O prefeito Wilson Santos deve se reunir hoje, às 15h, com o governador Blairo Maggi (PR), no Palácio Paiaguás. De acordo com o gestor, consta na pauta do encontro discussão sobre temas como a Copa do Mundo, Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e ainda o programa habitacional lançado pelo governo federal.