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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011, 20h:58
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RECESSO PARLAMENTAR
AL aprova Fundo para combater pobreza
Deputados votaram principais matérias de interesse do Poder Executivo antes das festas de final de ano
RENATA NEVES
Da Reportagem
Os deputados estaduais limparam a pauta de votações na última sessão plenária do 1º ano da 17ª legislatura da Assembleia Legislativa. Entre outros, foi apreciado o projeto que trata da criação do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza e de Desenvolvimento da Saúde e da Segurança e o que fixa o subsídio da carreira dos servidores da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2012 do Estado também foi apreciada em votação final. Enviado pela segunda vez à Assembleia, o projeto do Fundo de Erradicação da Pobreza recebeu o aval dos deputados estaduais. Com o objetivo de reduzir a vulnerabilidade da pessoa humana e viabilizar ou possibilitar à população do Estado que precisar, o acesso a níveis dignos de cidadania e segurança à vida, o Fundo prevê arrecadação de recursos através do aumento de impostos de produtos como armas, munições, embarcações de esporte e recreação, bebidas, cigarro, joias, cosméticos, perfumes, entre outros. O Estado pretende arrecadar R$ 80 milhões com o Fundo. Ao contrário de outros Fundos existentes no Estado, os recursos do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza não poderão ser utilizados para remuneração pessoal e encargos sociais, exceto na hipótese de segurança à vida da pessoa vulnerável. O projeto recebeu o aval até mesmo de parlamentares da oposição, como Percival Muniz (PPS). O deputado utilizou seu tempo na Tribuna para destrinchar o projeto e demonstrar que o aumento dos impostos nos citados produtos não causará tanto impacto no bolso da população. Conforme noticiado, a LOA foi aprovada com 17 emendas, sendo apenas uma modificativa, e estima o orçamento para o próximo ano em R$ 13 bilhões. A mensagem começou a ser apreciada na terça-feira. No total, foram apresentadas 97 emendas, no entanto, 80 foram rejeitadas pela Comissão Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO). Entre as emendas aprovadas estão a que prevê recursos para a Secretária de Estado de Segurança Pública (Sesp), de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, de Cultura e a que aumenta o orçamento da Companhia Mato-grossense de Mineração. O projeto que fixa o subsídio da carreira dos servidores da Sema foi acatado mesmo contendo emenda considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Para justificar a aprovação, a Comissão de constituição, Justiça e Redação (CCJR) alegou interesse social da proposta. A emenda prevê a recomposição inflacionária do salário dos servidores em 4,5% acima do valor da Verba Indenizatória (VI). O presidente da comissão, Ademir Brunetto (PT), ressaltou que o projeto previa a recomposição salarial apenas em cima das perdas acumuladas durante o ano e não em cima da verba indenizatória, que passou a ser incorporada no salário. A tabela que estabelece o subsídio dos servidores da Sema foi objeto de diversas discussões e negociações da categoria com o governo.