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Quarta-feira, 17 de Março de 2010, 21h:39

Advogado aponta favorecimento

De acordo com a ação civil pública proposta pelo advogado Marcos Souza de Barros, o então presidente do Tribunal, desembargador Paulo Lessa, concedeu benefícios irregulares a pessoas próximas, como sua mulher e filho. Barros acusa Perri que, segundo ele, também recebeu valores “estratosféricos” em benefícios, de não fiscalizar essa liberação de recursos. “Orlando Perri recebeu R$ 953 mil durante toda a administração de Lessa, de sorte que fiscalização de um amigo e benfeitor é algo difícil de realizar”, ironizou o advogado. Além dos dois desembargadores, também são citados o juiz Luiz Aparecido Bertolucci, e os servidores do TJ Déa Maria de Barros e Lessa, Dirce Maria de Barros Viegas Lobo, Renata Bueno Guimarães Pereira, Marco Antonio Parada Molina, Márcia Regina Coutinho Barbosa e Fábio Helene Lessa. No total, segundo a ação, eles receberam mais de R$ 21 milhões. Além dessas pessoas, Barros também ajuíza o Estado de Mato Grosso, representado pelo governador Blairo Maggi. Como exemplo, Barros usa a equação feita para Déa Maria de Barros e Lessa, esposa do então presidente. Segundo ele, antes dele assumir o posto, ela recebia cerca R$ 13 mil por mês; depois com “cálculos milagrosos”, sua remuneração saltou para R$ 20 mil. Sob esse valor foram calculadas todas as diferenças, resultando assim na soma de R$ 2 milhões recebidos a títulos de diferenças salariais, segundo a ação. (ARF)

Edição EDIÇÃO 16966




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