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Quinta-feira, 05 de Março de 2009, 21h:35
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SEM ACORDO
Acordo sobre rodízio gera divergência
Aliados em 2006 não tem agora o mesmo entendimento para contemplar os suplentes da coligação PPS e PFL, hoje DEM na Assembléia Legislativa
ALEXANDRE APRÁ
Especial para o Diário
Lideranças partidárias do PPS, PR e DEM devem se reunir neste fim de semana para discutir o rodízio entre deputados titulares e suplentes. O rodízio é fruto de um acordo político firmado entre as siglas, nas eleições de 2006. Atualmente, o deputado estadual Mauro Savi (PR) está licenciado da Assembléia Legislativa desde o dia 18 de dezembro. Em seu lugar, assumiu o suplente, Pedro Satélite (PPS). Para ele, cabe agora as agremiações chegar a um entendimento para quem será o próximo parlamentar a se licenciar. Um dos deputados que ainda não se licenciaram para dar espaço a suplentes é o democrata Zé Domingos. Ele afirmou que não vai se licenciar da Casa de Leis. Segundo ele, a executiva regional do DEM determinou que a sigla não participe mais do rodízio, alegando não estar sendo beneficiado pelo acordo. Não estamos sendo beneficiados. O Gilmar (Fabris) ficou quase dois anos de licença, o Wallace (Guimarães) também pediu licença e o Dilceu (Dal´Bosco) ficou um mês fora Assembleia e percebemos que não estamos sendo beneficiados, justificou Domingos. Do PR, Sérgio Ricardo foi o único que não se afastou para ceder vaga ao suplente. Além das próprias licenças dos parlamentares, o governador Blairo Maggi (PR) também participou das negociações. Cabia ao chefe do Executivo, articular a nomeação de Humberto Bosaipo na vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Além disso, o governador também nomeou o deputado João Malheiros (PR) como secretário-chefe da Casa Civil no início do seu mandato. O governador nomeou o Bosaipo, mas, nós não fomos beneficiados porque quem assumiu foi o Wagner Ramos, do PR. E, no lugar do Malheiros, ficou o Roberto França, que era do PPS e hoje está sem partido. Portanto, não fomos beneficiados em nada, afirmou o democrata. Caso peça licença, o socialista Pedro Satélite permaneceria no Legislativo. Ele acredita que o acordo vai ser mantido, mesmo com as divergências que possam surgir. O acordo foi um compromisso político que os partidos assumiram. Não é nenhum favor, não. Deu certo nos primeiros dois anos e acho que vai dar certo nos dois últimos também, argumentou Pedro. Além disso, o parlamentar destacou que todos os parlamentares titulares foram eleitos com a ajuda dos votos de legenda. Se todos precisaram das legendas. O acordo entre as legendas deve ser respeitado. Licenciado, Mauro Savi deve retornar à Assembléia na próxima semana. Ele vai ser reconduzido ao posto de líder do governador Blairo Maggi no Parlamento, cargo já exercido pelo quinto ano consecutivo. Roberto França que é o primeiro suplente da coligação PPS e PFL, hoje DEM, está na vaga de Sebastião Resende que também pretende retornar à Casa nos próximos dias. O PPS elegeu cinco deputados dos quais apenas um permaneceu no partido, que é Percival Muniz, também dirigente da sigla no Estado.