Primeira Página
Segunda-feira, 11 de Abril de 2011, 23h:17
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NOMES EM ALTA
Aberta corrida para presidir Agecopa
ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
O ex-secretário-executivo do Ministério das Cidades, Rodrigo Figueiredo (PP), hoje ocupando uma assessoria no Senado por indicação do senador Blairo Maggi (PR), é um dos nomes citados para assumir a presidência da Agecopa. Figueiredo é considerado um nome técnico para o cargo, mas também tem traquejo político. Além disso, ele teria apoio da maioria dos deputados da Assembleia Legislativa. O nome do secretário-chefe da Casa Civil, Éder Moraes, também é citado para presidir a Agecopa. Na semana passada, enquanto o governador estava em viagem oficial aos Estados Unidos, os deputados aprovaram um projeto que altera o modelo de gestão da Agecopa, que deixa de ser colegiada e passa a ter um presidente. O projeto segue para o gabinete do governador e a tendência é de que ele sancione a lei complementar. A incógnita agora gira em torno do nome que vai comandar a Agecopa. Quando a discussão já estava em voga, no mês passado, o governador chegou a afirmar que não mudaria a presidência e que o atual diretor-presidente, Yênes Magalhães, ficaria no cargo. O problema é que ele não é um nome de consenso entre os deputados, que afirmam que ele não tem pulso firme para tocar todos o projetos. Rodrigo Figueiredo, até o final do ano passado, no governo Lula, exercia cargo importante no Ministério das Cidades, um dos mais cobiçados, pelo volume de orçamento que dispõe para obras de Infraestrutura, já que tocava as obras do PAC. Ele entrou no Ministério em 2009, por indicação do deputado federal Pedro Henry (PP). No começo deste ano Henry e Silval tentaram salvar o cargo de Figueiredo, mas não conseguiram. A polêmica é grande em torno da Agecopa, depois de quase dois anos de sua criação, ainda no governo Blairo Maggi (PR), em 2009. Os seis diretores foram escolhidos pelo governo e pela Assembleia e prefeitura de Cuiabá. Agora, os deputados sugerem a troca da presidência. Os demais diretores são: Roberto França, Yuri Bastos, Carlos Brito, Jefferson Castro e Agripino Bonilha Filho. Com a discussão sobre essa mudança no modelo de gestão, o próprio Blairo Maggi, hoje senador, afirmou que a Agecopa precisa, sim, de uma revisão no seu texto. Há divergência também quanto ao modelo de transporte coletivo que será implantado na cidade. Enquanto a Agecopa caminha para a implantação do BRT (Bus Rapid Transit), um corredor especial para ônibus, o presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PP), começou uma campanha pelo VLT (Veículo Leve sobre Trilho), uma espécie de metrô de superfície. O governador também deve se posicionar sobre essa questão também. Ontem foi o primeiro dia de despacho do governador depois de sua volta dos Estados Unidos. O vice-governador, Chico Daltro (PP), ficou no comando do Executivo por uma semana. Ontem Silval recebeu vários secretários no gabinete, em audiência fechada.