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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008, 22h:35
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CONTAGEM DE VOTOS
74 pontos usarão telefones via satélite
Para agilizar a totalização de votos em locais isolados do Estado, TRE usará telefones especiais para transmitir dados das urnas
ALEX FAMA
Da Reportagem/Sinop
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) identificou 74 localidades como sendo pontos remotos nos quais o órgão prevê dificuldades na totalização dos votos. Deste total, 24 localidades estão inseridas em municípios do Nortão. Peixoto de Azevedo é o município que mais tem esse tipo de problema: quatro pontos remotos ao todo. Para que não haja qualquer tipo de atraso no processo de apuração dos votos das urnas eletrônicas, o órgão dispõe de 70 kits contendo telefones via satélite para a transmissão de dados de locais distantes das zonas eleitorais as quais pertencem. Segundo informações do TRE, há localidades com distância de até 500 km da sede da zona eleitoral à qual pertence. Nesses casos, os dados seriam transmitidos pelo telefone via satélite para que não haja atraso na divulgação dos resultados. Além de Peixoto, Colniza e Tabaporã encabeçam a lista com três pontos remotos. Juara, Rondolândia, Cotriguaçu e Nova Bandeirantes têm duas localidades, cada, que precisam do equipamento para transferência dos dados. Feliz Natal, Cláudia, Marcelândia e Castanheira têm apenas uma localidade remota e que precisa do telefone via satélite. A assessoria de imprensa do TRE informou que a equipe técnica do órgão projeta apurar e divulgar todos os novos prefeitos eleitos do Estado ainda no domingo (5), dia da eleição. Ainda, segundo a assessoria, essa agilidade é a capacidade que a equipe técnica do Tribunal tem de se mobilizar para acontecer. A meta do presidente do órgão, desembargador Leônidas Duarte Monteiro, é que a eleição em Mato Grosso corra da forma mais limpa e transparente possível. A informação da assessoria do órgão contrasta com o pensamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a divulgação do resultado no Estado. De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação do tribunal, Giuseppe Janino, em entrevista ao site G1, as regiões Norte e Nordeste e os estados de Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul deverão ser os mais afetados com relação à agilidade na apuração por conta da falta de infra-estrutura. Tem pontos que sequer têm energia elétrica. Temos mapeados cerca de mil pontos, onde teremos que usar a comunicação via satélite (para obter os dados das urnas). São locais de difícil acesso, principalmente no Norte, disse ele ao site. Ele ainda lembrou que nas eleições de 2006 houve casos de locais onde a apuração demorou mais de 24 horas porque o disquete da urna eletrônica teve que ser transportado de barco. Segundo o TSE, cada uma das 400 mil seções eleitorais enviará um arquivo digital com o resultado da votação para os cartórios eleitorais, que transmitirão os dados dos boletins de urna para os TREs. Depois, os arquivos serão levados até um ponto de transmissão da rede onde serão totalizados.