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Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011, 21h:18
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IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA
70 testemunhas vão depor no processo contra Lutero
FERNANDO DUARTE
Da Reportagem
Cerca de 70 testemunhas serão convocadas no processo envolvendo o ex-presidente da Câmara de Cuiabá, Lutero Ponce (PMDB), acusado de causar um rombo de R$ 7,5 milhões nas contas da Casa de Leis. Ele foi cassado há dois anos, em novembro de 2009, por essa acusação de improbidade administrativa. Na tarde de ontem, iniciou a audiência com dez das testemunhas na Vara Especializada contra o Crime Organizado, Ordem Tributária e Administração Pública. O advogado Paulo Taques afirmou ao sair da audiência que na quarta-feira serão ouvidas as testemunhas de defesa do ex-vereador. Além de Lutero, Taques defende mais seis réus, incluindo o ex-secretário-geral da Câmara, Hiran Monteiro, e o ex-diretor Luiz Henrique Camargo. Eles são ex-servidores indicados pelo próprio Lutero por, segundo ele, serem de sua confiança. O peemedebista é acusado, entre outros pontos, de licitação fraudulenta, formação de quadrilha e desvio de recurso público entre os anos de 2007 e 2008. As denúncias foram apresentadas pela promotora Ana Cristina Bardusco. Segundo informações divulgadas anteriormente, para o oferecimento da denúncia o MPE obteve informações de aproximadamente 150 pessoas nas investigações. Além do Ministério Público, também estavam no caso a Delegacia Fazendária do Estado. Como então presidente, Lutero Ponce é acusado de liderar o esquema, já que obrigatoriamente passava por ele as autorizações de compras e os pagamentos às empresas que venciam as licitações. Muitos produtos sequer eram entregues apesar das notas fiscais terem sido confeccionadas. Lutero foi cassado do cargo estava no segundo mandato por 14 votos. A defesa do ex-vereador aponta para perseguição política as acusações, já que quem as apresentou ao MPE foi o vereador Deucimar da Silva (PP), presidente da Câmara nos dois anos seguintes a Lutero. Após a cassação, Taques também argumentou que a defesa do vereador foi cerceada pelo então presidente Deucimar, como a ausência de um vídeo com depoimentos de testemunhas de defesa.