Primeira Página
Quinta-feira, 12 de Maio de 2011, 22h:23
A
A
SUPLENTE EM ALTA
30% dos eleitos à AL estão afastados
ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
Depois de três meses e meio do início dos trabalhos na Assembleia Legislativa, sete dos 24 deputados estaduais pediram licença parlamentar e abriram espaço para os suplentes. Isso representa que 31% dos eleitos não estão atuando no Legislativo. A maioria dos deputados que se licenciaram foi para assumir cargos de secretários de governo do Estado. Já as outras licenças atendem a prática comum de rodízio, que visa beneficiar os suplentes. As nomeações às secretarias também são articuladas pelos partidos para abrir mais espaço no Legislativo e assim aumentar a representatividade da legenda, que fica com espaço no Executivo e Legislativo. Já no primeiro dia de trabalho, que começou no dia primeiro de fevereiro, três deputados pediram licença porque estavam ocupando cargos de secretários de Estado no governo de Silval Barbosa. A deputada Teté Bezerra (PMDB) assumiu a Secretaria de Turismo e garantiu a cadeira de deputado para Emanuel Pinheiro (PR). Já o deputado Carlos Azambuja (PP) é o secretário de Esporte do governo, o que possibilitou a entrada de Luizinho Magalhães (PP) na Assembleia. E o deputado João Malheiros foi nomeado secretário de Cultura do Estado, abrindo espaço assim para Ondanir Bortolini (PR), conhecido como Nininho. Mas no total, são quatro deputados estaduais em secretarias do governo do Estado. Três meses depois do staff estadual já estar montado, o deputado José Domingos Fraga (DEM) assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar. Partido de oposição na eleição 2010, o governador convidou um membro do DEM para integrar o secretariado e assim trazer o partido para a base aliada. Além disso, a saída de Fraga da Assembleia visava beneficiar o suplente Gilmar Fabris (DEM). Mesmo o seu partido estando na oposição ao governo durante a campanha, Fabris ficou do lado governista e por isso a articulação foi forte para que ele assumisse como deputado, já que, depois de três mandatos consecutivos, não conseguiu se reeleger, ficando apenas como suplente. Logo depois da eleição, uma polêmica: na ausência do titular a vaga seria do suplente do partido ou da coligação. O suplente Adalto de Freitas (PMDB) conseguiu na Justiça uma liminar que dava a ele o direito de ficar com a cadeira de Teté Bezerra. Emanuel Pinheiro (PR), que estava nessa suplência, foi realocado para a vaga de Mauro Savi (PR), que se licenciou apenas para não deixar o colega de partido desprestigiado com a situação. No entanto, decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a vaga é do suplente da coligação. Pinheiro ficou como suplente de Teté bezerra e Alexandre Cesar (PT) e entrou no lugar de Mauro Savi. Depois dessa decisão, o deputado Baiano Filho (PMDB) saiu de licença para não deixar Adalto sem mandato. O deputado Guilherme Maluf também pediu licença para contemplar o suplente Carlos Avalone (PSDB) e também articular uma pré-candidatura à prefeitura da capital. A licença, com justificativa, é remunerada. Deputado e suplente recebem salários de R$ 20.025,00 por mês.