O governador Mauro Mendes (União Brasil) criticou duramente a decisão do Congresso Nacional de derrubar o veto presidencial e aprovar o aumento de R$ 165 milhões no fundo eleitoral para as eleições municipais de 2026.
Para ele, a medida representa uma incoerência por parte dos parlamentares, que, ao mesmo tempo em que exigem do Governo Federal redução de despesas, ampliam gastos públicos com campanhas eleitorais.
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“O Congresso quis aumentar o fundão, derrubando o veto do presidente. R$ 165 milhões a mais para a próxima eleição. Eu acho isso muito errado. O Brasil está gastando demais com eleições, e isso não é saudável para a democracia”, disse Mauro, ementrevista.
A declaração do governador ocorre após a aprovação, na semana passada, da derrubada do veto do presidente Lula (PT) ao trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que limitava o valor do fundo eleitoral.
Com isso, o montante subiu para cerca de R$ 5 bilhões, valor que será repassado aos partidos políticos para financiamento das campanhas de 2026.
O governador acredita que, ao ampliar despesas dessa natureza, o Congresso perde a legitimidade para cobrar cortes de gastos do Executivo.
“O Congresso está exigindo do Governo Federal que corte gastos, o que é necessário. Mas como é que eles aumentam despesa com eleição? Isso é uma grande incoerência. Quem votou a favor disso perde a autoridade de exigir responsabilidade fiscal do Governo Federal”, afirmou.
Diante disso, Mauro Mendes fez um alerta grave sobre as consequências do descontrole fiscal e da manutenção de privilégios políticos. Ele acredita que o Brasil pode vir a quebrar em dois anos, se nada for feito.
“Se não houver corte de despesas, o Governo Federal quebra. Já tem alerta do próprio Tribunal de Contas da União de que, a partir de 2027, o Brasil pode não conseguir mais sustentar as contas públicas. E quem vai pagar essa conta? O povo brasileiro”, completou.
FUNDO BIILIONÁRIO E PRIORIDADES - Mauro Mendes, que é presidente regional do União Brasil, disse não ter sido consultado pelos deputados de seu partido sobre a votação, já que estava fora do país na ocasião.
No entanto, afirmou que, se soubesse, teria orientado contra o aumento.
“Se eu tivesse sido consultado, teria dito o mesmo que estou dizendo agora: precisamos conter gastos desnecessários. E gasto eleitoral é, hoje, um gasto desnecessário. É muito dinheiro colocado na mão para disputar eleições, enquanto falta recurso para áreas essenciais”, completou.
O governador ainda questionou o impacto do fundo eleitoral na qualidade da democracia brasileira, afirmando que o modelo atual favorece a manutenção de quem já está no poder, em detrimento de um sistema eleitoral mais equilibrado.
“A democracia brasileira não está saudável. O modelo atual está criando privilégios para quem já está no poder. Isso não é salutar para um processo democrático e pode trazer consequências graves no curto prazo”, concluiu.




