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POLÍCIA
Quinta-feira, 26 de Maio de 2011, 20h:37

AGRESSÃO GRATUITA

Vendedor denuncia ter sido espancado por PMs no CPA I

O vendedor H.R., de 18 anos, foi espancado por dois policiais militares quando estava com a namorada no terminal do CPA I, em Cuiabá. A vítima foi agredida com chutes no rosto e no joelho pelos militares, que não explicaram o motivo do espancamento. A agressão ocorreu na terça-feira à noite e, anteontem ele registrou queixa no Plantão Metropolitano, onde o delegado plantonista solicitou exame de lesão corporal. Ao questionar o motivo da agressão, uma vez que nem documentos pediram, os policiais disseram para ele ficar quieto. “Cala a boca, você não sabe o que a polícia faz na calada da noite”. Em seguida, os policiais saíram numa viatura cujo número das placas foi anotado, e ele levou para o 3º Batalhão onde também registrou queixa contra os policiais. Segundo o vendedor, ele foi abordado assim que saía do banheiro. Os policiais chegaram com dois rapazes e os três foram espancados. O vendedor disse que, ao sair do banheiro, não teve mais contato com os outros dois rapazes. No Plantão Metropolitano não existem outras queixas de agressão. “Eles (os policiais) não me revistaram nem pediram documentos, o que deveriam ter sido feito inicialmente. Somente a mochila que olharam. Não sei o que procuravam, mas nada encontraram, porque só tinha material de trabalho”, queixou-se. Ele e a namorada esperavam ônibus para poder voltar para casa, localizada num bairro próximo, o que exige transbordo no terminal. Após a agressão, o vendedor procurou o próprio 3º Batalhão, onde registrou queixa. Segundo ele, os policiais seriam daquele Batalhão, embora só tenha a identificação da placa da viatura. O vendedor acrescentou que havia muitas pessoas no terminal no momento da agressão e muitas delas lhe passaram as placas para poder fazer a identificação dos agressores. A vítima disse que as pessoas ficaram revoltadas com a atitude dos policiais. Por se tratar de caso de agressão, o caso será encaminhado para a Corregedoria Geral da Polícia Militar, onde o corregedor, coronel Joelson Sampaio, deverá analisar o teor das denúncias e instaurar um procedimento administrativo. (AR)

Edição EDIÇÃO 16967




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